quarta-feira, 13 de abril de 2011

B.B. King & Bobby "Blue" Bland - Together For The First Time... Live (1974)

B.B. King & Bobby "Blue" Bland - Together For The First Time... Live (1974) - 320 kbps




1 - Three O'Clock Blues - 3:25
2 - It's My Own Fault - 4:14
3 - Driftin' Blues - 5:08
4 - That's The Way Love Is - 3:50
5 - I'm Sorry - 9:55
6 - I'll Take Care Of You - 3:49
7 - Don't Cry No More - 2:34
8 - Don't Want A Soul Hangin' Around - 3:52
9 - Medley - 13:59
10 - Why I Sing The Blues - 6:19
11 - Goin' Down Slow - 5:12
12 - I Like To Live The Love - 5:59


Baixar AQUI!

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B.B. King nasceu Riley Ben King em Itta Bena, Mississippi em 1925. Primo do saudoso Bukka White, virou B.B. (Blues Boy) quando trabalhou na famosa estação de rádio WDIA nos anos 40. Nessa época, assistiu a T-Bone Walker pela primeira vez e descobriu algo que mudaria sua vida. Nas palavras do rei: "Quando o vi pela primeira vez, eu sabia que precisava de uma [guitarra elétrica] pra mim".


Dessa nova influência, junto com suas antigas raízes rurais, fortemente inspiradas no blues cru de Blind Lemon Jefferson, surgiu o estilo que marcaria o mundo. As mãos de um homem que trata seu instrumento como se fosse uma mulher (Lucille), ou melhor, a mulher mais importante do mundo. Um som único e distinto, com solos que tocam o fundo da alma de qualquer pessoa sensível a esse tipo de música.
B.B., como Rei do Blues e lenda viva do gênero, tocou com muita gente. Albert King, James Brown, Buddy Guy, Eric Clapton... A lista continua durante muito, muito tempo. Mas uma dessas parcerias mais marcantes é a que gerou este álbum. O dueto com Bobby "Blue" Bland rendeu dois discos ao vivo, frutos de apresentações inesquecíveis.


Bobby nasceu em Rosemark, no Tennessee, em 1930, mas foi ainda garoto pra Memphis. Por lá, começou a cantar gospel. Mas seu envolvimento com os músicos da famosa Beale Street (entre os quais B.B. estava incluso) o fez mudar para uma mistura de blues, R&B e soul. Seu vocal característico, muito poderoso, é a marca de sua carreira.


Quando mais de duas vozes expressivas se juntam pra cantar, é certo que teremos um clássico. E aqui não podia ser diferente. Eu, particularmente, sou suspeito pra falar, já que meu bluesman favorito é o B.B. King, além de eu também ser fã de carteirinha do Bobby Bland.


Mas de qualquer forma, continuemos: a união entre o choro de Lucille e as vozes carregadas de sentimento dos dois amigos é o ponto alto de cada faixa deste álbum. É impossível de descrever a sensação de pôr esse disco pra tocar inteiro e deixar que o som dele acalme a sua alma.


Abrindo com o clássico standard Three O'Clock Blues, o LP é repleto de canções importantes da história do estilo nasci nas plantações de algodão americanas. It's My Own Fault, Goin' Down Slow, ou o ótimo medley de Good To Be Back Home, Driving Wheel, Rock Me Baby, Black Night, Cherry Red, It's My Own Fault, Three O'Clock In The Morning, Oh, Come Back Baby, Chains Of Love e Gonna Get Me An Old Woman. Mas a música mais marcante do álbum é, com certeza, a que o encerra: I Like To Live The Love. Ouça e confira o que eu digo.


Aproveitem sem moderação!






(Peço desculpas por, novamente, não ter achado um vídeo das músicas do disco, mas, novamente, estes aqui servem muito bem para esse propósito)

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