The Elders - Looking For The Answer (1971) - 320kbps
1 - Looking For The Answer - 5:01
2 - Too Late To Chance - 4:10
3 - Sissy Strut / Romp - 4:01
4 - Fort Lauderdale - 1:00
5 - 25 Miles - 3:33
6 - By The Size Of My Shoes - 3:15
7 - Everybody Say Yeah - 3:20
8 - Hip Hug Her - 3:22
9 - Your Mother Chews Tobacco - 1:06
Não consigo lembrar direito sobre como começou a minha relação com os Black Crowes, mas até aí, isso é bastante normal. A partir dos meus, sei lá, 17 ou 18 anos, comecei a correr atrás de bandas até então desconhecidas para mim. Juntei muitas músicas dos mais variados grupos e artistas e me pus a escutar. Provavelmente os Crowes entraram por aí, embora eu só tenha realmente passado a prestar a atenção que lhes era devida por influência de um grande amigo.
Esse meu camarada é um fã de carteirinha da banda dos irmãos Robinson, já foi em show dos caras, comprou DVD, camiseta - essas coisas de fã. Nos conhecemos lá por 2009 e logo de cara começamos a trocar figurinhas sobre música, coisa que fazemos até hoje (ele, inclusive, auxilia aqui no blog). Numa dessas, o cara me apresentou para uma faceta dos Black Crowes para a qual eu, até então, não havia prestado atenção: seu caráter de jam band, com versões estupendas executadas ao vivo. Aquilo meio que foi uma revelação para mim.
Numa dessas conversas, meu amigo me apresentou um projeto paralelo de Chris Robinson que durou muito pouco tempo: apenas uma sessão. Para quem pensa que o formato de canções apresentados no Chris Robinson Brotherhood é uma coisa nova na cabeça do vocalista, está muito enganado. Lá em 1993, numa sessão de estúdio que ocorreu antes mesmo do disco Amorica (cuja capa é a melhor dos Crowes) surgir, veio ao mundo o Sweet Pickle Salad.
Junto de Chris Robinson (vocais) estão: Marc Ford (ainda guitarrista dos Crowes na época, cuidando da guita solo), Craig Ross (da banda do Lenny Kravitz, guitarra base), Andy Strummer (Jellyfish, bateria), Jimmy Ashhurst (Ju Ju Hounds, baixo) e Roger Manning (também da Jellyfish, teclado).
Segundo o próprio Robinson, as canções "soam como um cruzamento entre CSNY e Pink Floyd: todas as canções têm 10 minutos". Ainda que não seja bem por aí (só One Man's Anger tem quase 12 minutos, as outras não chegam a nove), há algo de verdade nas declarações de Chris. Pequenos elementos nos remetem ao belo folk rock Crosby, Stills, Nash & Young; à psicodelia de Pink Floyd; e às jams de bandas como Grateful Dead.
O instrumental é todo bem amarrado, redondinho, sem nenhum exagero ou exibicionismo, e abre espaço para uma voz de um ainda jovem Chris Robinson - que pelo menos neste álbum não me parece fazer tanta força para ser um novo Rod Stewart como nos primeiros discos dos Black Crowes. Ford, como de costume, tem solos pontuais e orgânicos, que se encaixam muito bem à estrutura rítmica da música, mantida com competência por Craig Ross, Andy Sturmer e Jimmy Ashhurst.
A real sobre Sweet Pickle Salad é que ele deixa um gosto de "quero mais" nos nossos ouvidos. As quatro canções somam pouco mais de 30 minutos - meia hora esta que nos transporta para o futuro (atual presente), anos a frente de 1993, onde os Black Crowes assumem uma postura menos "hard rock" em seu som.
Chris Robinson Brotherhood - Big Moon Ritual (2012) - 320kbps
1 - Tulsa Yesterday - 11:54
2 - Rosalee - 9:06
3 - Star Or Stone - 9:32
4 - Tomorrow Blues - 7:07
5 - Reflections On A Broken Mirror - 7:37
6 - Beware, Oh Take Care - 7:46
7 - One Hundred Days Of Rain - 7:27
Mac Rabennack era uma figura conhecida no cenário musical de Nova Orleans desde o final dos anos 50 como guitarrista de estúdio, num primeiro momento. Para largar a guitarra, foi necessário envolver-se numa briga para salvar um amigo de longa data e levar um tiro no dedo anelar esquerdo.
Com o fim de seus dias guitarrísticos, Mac assumiu o contrabaixo por um tempo e depois se mudou para seu instrumento definitivo, o piano. Quando encontrou o instrumento certo, também não tardou a achar a influência certa para seu estilo: um pianista local (e uma lenda do blues), Professor Longhair.
Em 1965, nosso caro doutor teve que dar o fora da cidade crescente depois de se meter em alguns problemas com a lei. O destino: Los Angeles. Mas ele não estava só - lá residiam vários músicos originários de Nova Orleans que foram fundamentais tanto para o desenvolvimento da cena californiana quanto da carreira de Mac nas terras ensolaradas do oeste.
Por um tempo, ele se manteve como músico de apoio e gravou com nomes de peso, como Canned Heat e Sonny & Cher (chegou, inclusive, a participar da trilha sonora do primeiro filme da atriz). Mas isso já não era mais suficiente para o doutor (que ainda não era doutor).
Mac, sob a batuta do produtor Harold Battiste, lançou sua carreira solo sob o personagem chamado Dr John. O jovem Malcom tirou o seu nome artístico de um praticante de voodoo de sua terra natal, Dr John Montaine. E esta escolha não foi à toa - Mac Rabennack escolheu o pseudônimo perfeito para representar o que viria a ser sua música. Junto da música, também não podemos esquecer seu visual, que também tem a influência de um grande músico americano: Screamin' Jay Hawkins.
O disco de estreia de Dr John, Gris-Gris, reuniu elementos de cânticos voodoo, ritmos tradicionais do R&B de Nova Orleans, jazz e até rock psicodélico. Um clima muito louco que não foi bem aceito na época - nas palavras do cabeça da Atlantic Records: "Como vou vender essa porcaria boogaloo?" - e o cara até não estava tão errado. O álbum não entrou nas paradas de sucesso americanas, nem nas britânicas.
Demorou para que o som viajado de Gris-Gris fosse aceito pelo público E pela crítica. Somente quando o disco foi relançado como cd, muitos anos mais tarde, que um olhar diferenciado foi dado à uma das obras-primas de Dr John. Desde sua redescoberta, Gris-Gris já recebeu ótimas notas (5 estrelas do site Allmusic, 4 estrelas da revista Rolling Stone) e também foi includído na lista dos 500 melhores álbuns da história da revista Rolling Stone (entrou na 143º posição!)
Mas voltando ao disco em si, ele traz basicamente composições próprias do doutor, algumas com a participação de Battiste, que retratam o voodoo ("gris-gris" é uma gíria da Cidade Crescente para "voodoo") e a diversidade étnica de Nova Orleans. Com climas ora soturnos, ora alegres, o álbum é uma celebração ao Mardi Gras, às tradições indígenas, às influências caribenhas e a todas as práticas religiosas que convivem na Louisiana.
Meus destaques vão para a faixa de abertura, "Gris-Gris Gumbo Ya Ya", além de "Mama Roux", "Danse Fambeaux" - e a canção que ficou mais conhecida, "I Walk On Guilded Splinters", que recebeu diversos covers, entre eles de Johnny Jenkins (versão que está na Anthology de Duane Allman).
Sweet Smoke - Just A Poke / Darkness To Light (1970/1973) - 320kbps
1 - Baby Night - 16:31 2 - Silly Sally - 16:29 3 - Just Another Empty Dream - 4:21 4 - I'd Rather Burn Than Disappear - 4:14 5 - Kundalini - 13:25 6 - Believe Me My Friends - 4:28 7 - Show Me the Way to the War - 5:29 8 - Darkness to Light - 12:50
Tá aí uma banda bem desconhecida e que merecia mais atenção do público. Classificado por alguns como uma banda de blues rock/psychedelic rock, o Frijid Pink surgiu na cena musical do fim década de 60, em Detroit. Embora os primeiros discos não tenham cativado um público considerável, a banda não desanimou e em 1970 alcançaram o Top Ten da U.S. Billboard 100 do inverno do mesmo ano com uma versão psicodélica de House of the Rising Sun.
Formado por músicos de bandas locais de Detroit, o Frijid Pink logo conseguiu muito sucesso em sua cidade natal. Tanto que, para nosso espanto, um certo Led Zeppelin de início de carreira chegou a abrir um show para eles no Grande Ballroom, um dos lugares mais badalados da cena musical de Detroit da época.
O álbum desse post é o segundo de sua discografia, o Defrosted. Vale muito a pena conferir!
The Chambers Brothers - Time Has Come: The Best Of The Chambers Brothers (1996) - 320kbps
1 - Time Has Come Today [Single Edit] - 4:53 2 - All Strung Out Over You - 2:29 3 - People Get Ready - 3:51 4 - I Can't Stand It - 2:41 5 - Uptown - 2:56 6 - I Can't Turn You Loose - 4:56 7 - A New Time - A New Day - 7:25 8 - You Got The Power - To Turn Me On - 3:20 9 - Are You Ready? [Mono Single Version] - 2:40 10 - Wake Up - 2:19 11 - Love, Peace, And Happiness [Single Version] - 2:52 12 - Let's Do It (Do It Together) - 4:13 13 - New Generation [Single Version] - 2:18 14 - Funky - 2:51 15 - Wade In The Water [Live] - 10:25 16 - Time Has Come Today [Single Version One - Mono] - 2:40
Quando se fala de rock progressivo sempre nos lembramos de Yes, Emerson Lake & Palmer, King Crimson, Genesis, entre outras.Todas elas, além de serem formadas por excelentes músicos, fizeram história e ajudaram a consolidar ainda mais o rock progressivo. Mas, é preciso dizer, elas não surgiram assim, do nada. É claro que todo músico tem suas raízes e se deixa influenciar pelas bandas e gêneros que mais lhe agradam e, no que diz respeito ao progressivo, podemos citar seguramente o Soft Machine, banda inglesa dos anos 60. Embora não tenham atingido o sucesso comercial,a banda (que tirou seu nome de um livro de William Burroughs) gravou uma sequência de álbuns (onze no total) que mesclavam a psicodelia, o progressivo e o jazz fusion.
O seu álbum de estréia, o auto-intitulado Soft Machine, de 1968, traz o essencial da banda. Muita psicodelia, viagens alucinantes, prog e virtuosismo condensados em treze faixas deveras curtas, se considerarmos o tamanho das músicas que levam o rótulo de “progressivo”. Na minha humilde opinião, é de uma doideira genial. Recomendo!
The Youngbloods - Darkness, Darkness - The Best Of The RCA Years (1967 - 1969) - 192kbps
1 - Darkness, Darkness
2 - Grizzly Bear
3 - Statesboro Blues
4 - Get Together
5 - Four In The Morning
6 - C.C. Rider
7 - On Sir Francis Drake
8 - Sunlight
9 - Beautiful
10 - Quicksand
11 - Sham
12 - Ride The Wind
13 - Euphoria
14 - Too Much Monkey Business
15 - Sugar Babe
16 - Don't Play Games
17 - Fool Me
18 - The Wine Song
19 - Reason To Believe
Atualmente reconhecidos pela crítica como uma das bandas mais influentes dos anos 60, os Byrds são, certamente, uma daquelas ótimas bandas que pouca gente ouve falar. A formação original do grupo é composta por Jim McGuinn, David Crosby, Gene Clark, Michael Clarke e Chris Hillman. Entretanto, diversos problemas levaram membros dos Byrds para outras direções. Gene Clark foi o primeiro a deixar a banda, em 1966, por estar cada vez mais distante dos outros membros. Crosby também saiu para logo em seguida formar o tão conhecido trio com Stills & Nash. Gram Parsons e Clarence White também entraram na brincadeira entre 1968 e 1973 e, dessa forma, entre idas e vindas, os Byrds se mantiveram até 1973.
Entre os sucessos como os covers de Dylan (Mr. Tamborine Man) e Peter Seegers (Turn ! Turn ! Turn !), os Byrds trouxeram em suas próprias composições muito do folk rock, psychodelic rock e country. Somadas à essa mistura, haviam os inconfundíveis vocais e a Rickenbacker de doze cordas de McGuinn, que marcou não apenas a sonoridade dos Byrds, mas também a de uma geração.
Deixo nesse post o primeiro álbum da banda, o Mr. Tamborine Man, de 1965. Clássico que não pode faltar na sua coleção!