Sweet Pickle Salad - Sweet Pickle Salad (1993) - 192kbps
1 - One Man's Anger - 11:47
2 - Limits - 8:26
3 - Clothes And Food - 6:19
4 - State Of The Notion - 7:17
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Não consigo lembrar direito sobre como começou a minha relação com os Black Crowes, mas até aí, isso é bastante normal. A partir dos meus, sei lá, 17 ou 18 anos, comecei a correr atrás de bandas até então desconhecidas para mim. Juntei muitas músicas dos mais variados grupos e artistas e me pus a escutar. Provavelmente os Crowes entraram por aí, embora eu só tenha realmente passado a prestar a atenção que lhes era devida por influência de um grande amigo.
Esse meu camarada é um fã de carteirinha da banda dos irmãos Robinson, já foi em show dos caras, comprou DVD, camiseta - essas coisas de fã. Nos conhecemos lá por 2009 e logo de cara começamos a trocar figurinhas sobre música, coisa que fazemos até hoje (ele, inclusive, auxilia aqui no blog). Numa dessas, o cara me apresentou para uma faceta dos Black Crowes para a qual eu, até então, não havia prestado atenção: seu caráter de jam band, com versões estupendas executadas ao vivo. Aquilo meio que foi uma revelação para mim.
Numa dessas conversas, meu amigo me apresentou um projeto paralelo de Chris Robinson que durou muito pouco tempo: apenas uma sessão. Para quem pensa que o formato de canções apresentados no Chris Robinson Brotherhood é uma coisa nova na cabeça do vocalista, está muito enganado. Lá em 1993, numa sessão de estúdio que ocorreu antes mesmo do disco Amorica (cuja capa é a melhor dos Crowes) surgir, veio ao mundo o Sweet Pickle Salad.
Junto de Chris Robinson (vocais) estão: Marc Ford (ainda guitarrista dos Crowes na época, cuidando da guita solo), Craig Ross (da banda do Lenny Kravitz, guitarra base), Andy Strummer (Jellyfish, bateria), Jimmy Ashhurst (Ju Ju Hounds, baixo) e Roger Manning (também da Jellyfish, teclado).
Segundo o próprio Robinson, as canções "soam como um cruzamento entre CSNY e Pink Floyd: todas as canções têm 10 minutos". Ainda que não seja bem por aí (só One Man's Anger tem quase 12 minutos, as outras não chegam a nove), há algo de verdade nas declarações de Chris. Pequenos elementos nos remetem ao belo folk rock Crosby, Stills, Nash & Young; à psicodelia de Pink Floyd; e às jams de bandas como Grateful Dead.
O instrumental é todo bem amarrado, redondinho, sem nenhum exagero ou exibicionismo, e abre espaço para uma voz de um ainda jovem Chris Robinson - que pelo menos neste álbum não me parece fazer tanta força para ser um novo Rod Stewart como nos primeiros discos dos Black Crowes. Ford, como de costume, tem solos pontuais e orgânicos, que se encaixam muito bem à estrutura rítmica da música, mantida com competência por Craig Ross, Andy Sturmer e Jimmy Ashhurst.
A real sobre Sweet Pickle Salad é que ele deixa um gosto de "quero mais" nos nossos ouvidos. As quatro canções somam pouco mais de 30 minutos - meia hora esta que nos transporta para o futuro (atual presente), anos a frente de 1993, onde os Black Crowes assumem uma postura menos "hard rock" em seu som.
Não conheciaa!!
ResponderExcluirAdooooreiii !!
Uma semana cheia de paz, saúde e realizações!!!
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;)
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