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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

The Brothers & Sisters Of L.A. - Dylan's Gospel (1969)



The Brothers & Sisters Of L.A. - Dylan's Gospel (1969) - 320kbps


1 - The Times They Are A Changing - 2:45
2 - I Shall Be Released - 4:09
3 - Lay Lady Lay - 3:24
4 - Mr. Tambourine Man - 3:39
5 - All Along The Watchtower - 3:28
6 - The Mighty Quinn - 3:33
7 - Chimes Of Freedom - 4:32
8 - I'll Be Your Baby Tonight - 2:22
9 - My Back Pages - 5:05
10 - Just Like A Woman - 2:54

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The Brothers & Sisters:

Merry Clayton
Gloria Jones
Clydie King
Sherlie Matthews
Shirley Allen
Sherrell Atwood
Ginger Blake
Hazel Carmichael
Merry Clayton
Marjorie Cranford
Oma Drake
Georgetta Finchess
Brenda Fitz
Evelyn Freeman
Joseph Green
Andrew Herd
Patrice Hollaway
Gwen Johnson
Ruby Johnson
Jesse Kirkland
Barbara Perrault
Chester Pipkin
Billy Storm
Julia Tillman
Edward Wallace
Lolietha White
Carolyn Willis
Fred Willis
Edna Wright
Don Wyatt

Lou Adler - Director, Producer
Evelyn Freeman - Organ
Gene Page - Arranger, Conductor, Piano
Gene Pello - Drums
Jerry O. Scheft - Bass
Joe H. Vaerga - Percussion




quarta-feira, 11 de junho de 2014

Various Artists - The Music Never Stopped: The Roots of Grateful Dead (1995)

Various Artists - The Music Never Stopped: The Roots of Grateful Dead (1995) - 320kbps




1 - Obray Ramsey - Rain and Snow - 3:27
2 - Merle Haggard - Mama Tried 2:10
3 - The Dixie Cups - Iko Iko - 2:03
4 - Reverend Gary Davis - Samson & Delilah - 4:05
5 - Cannon's Jug Stompers - Big Railroad Blues - 3:19
6 - Marty Robbins - El Paso - 4:22
7 - Bob Dylan - It's All Over Now, Baby Blue - 4:13
8 - Charley Patton - Spoonful
9 - Howlin' Wolf - The Red Rooster - 2:25
10 - Chuck Berry - The Promised Land - 2:27
11 - Henry Thomas - Don't Ease Me In - 3:01
12 - Jimmy Reed - Big Boss Man - 2:50
13 - Bobby "Blue" Bland - Turn On Your Love Light - 2:36
14 - Bonnie Dobson - Morning Dew  - 4:06
15 - Buddy Holly - Not Fade Away - 2:20
16 - Woody Guthrie - Goin' Down This Road Feelin' Bad - 2:48
17 - The Pindar Family & Joseph Spence - I Bid You Good Night - 2:51


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O Grateful Dead foi uma das maiores bandas de rock da história, não há dúvidas sobre isso. Os caras formaram uma identidade única, com uma sonoridade que influenciou gerações de artistas. Mas nem só de rock viveram os deadheads: não, há muito mais fundido naquele som que transitava entre a psicodelia, o blues, o country e outros estilos de raiz, constituindo, junto com gente como a The Band, por exemplo, as bases do que hoje é chamado de "Americana" (a saber, um gênero que une essas raízes em um som único). The Music Never Stopped, coletânea lançada em 1995 pela Shanachie Records, constitui-se, portanto, como uma viagem através dessas origens musicais dos Deads. A coletânea reúne versões originais de músicas que o Grateful Dead já gravou e a capa, da autoria de Robert Crumb, mostra esses artistas tocando para um grupo de deadheads.

Começando com Obray Ramsey, um instrumentista das antigas conhecido pelo seu trabalho com o banjo, The Music... nos leva através do folk, do country, do blues, do R&B e do early rock n roll junto com gente graúda como as lendas Woody Guthrie, Bob Dylan, Marty Robbins, Merle Haggard, Rev. Gary Davis, Howlin' Wolf, Jimmy Reed, Bobby "Blue" Bland, Chuck Berry e Buddy Holly. Mas, além dessas unanimidades, há espaço também pra gente que, como o Obray, não chegou a ficar muito conhecida por aqui, como o cantor de country blues Henry Thomas, e Bonnie Dobson, cantora e compostiora canadense de folk, além das maravilhosas Dixie Cups, tradicionalíssimo grupo de Nova Orleans, e do cantor e guitarrista das Bahamas, Joseph Spence. Olhando para os nomes representados nessa coletânea, dá pra notar que a "Americana" já tinha começada a surgir muito antes de o nome sequer ser cogitado. Também podemos concluir que a riqueza musical do Grateful Dead se deve, além do talento dos caras, a essa variedade de influências onde eles buscaram inspiração



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Bob Dylan & The Band - The Basement Tapes (1975)

Bob Dylan & The Band - The Basement Tapes (1975) - 320kbps




1 - Odds And Ends - 1:46
2 - Orange Juice Blues - 3:37
3 - Million Dollar Bash - 2:32
4 - Yazoo Street Scandal - 3:28
5 - Goin' To Acapulco - 5:27
6 - Katie' Been Gone - 2:44
7 - Lo And Behold! - 2:46
8 - Bessie Smith - 4:17
9 - Clothes Line Saga - 2:56
10 - Apple Suckling Tree - 2:47
11 - Please, Mrs. Henry - 2:31
12 - Tears of Rage - 4:12
13 - Too Much Of Nothing - 3:01
14 - Yea! Heavy And A Bottle Of Bread - 2:13
15 - Ain't No More Cane - 3:56
16 - Crash On The Levee (Down In The Flood) - 2:03
17 - Ruben Remus - 3:13
18 - Tiny Montgomery - 2:45
19 - You Ain't Goin' Nowhere - 2:41
20 - Don't Ya Tell Henry - 3:12
21 - Nothing Was Delivered - 4:22
22 - Open The Door, Homer - 2:49
23 - Long Distance Operator - 3:38
24 - This Wheel's On Fire - 3:50


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Hoje, dia 26 de junho, é dia de festa. Estamos todos nós, fãs daquilo que veio a se convencionar como "Americana", cheio de motivos para estarmos celebrando: hoje completam 38 anos do lançamento de "The Basement Tapes", o registro oficial da primeira colaboração entre Bob Dylan e The Band, um encontro que mudaria o rumo da música norte-americana. Apesar de ter sido lançado apenas em 1975, as sessões que geraram "The Basement Tapes" ocorreram em 1967 e já circulavam, por baixo dos panos, como bootlegs. Vejamos, então, do que se trataram estas sessões e qual a importância deste disco chamado "The Basement Tapes".

Depois de uma extensa turnê mundial entre 65 e 66, apoiado pelos The Hawks (era assim que eles eram chamados antes de virarem The Band), Bob se encontrava cansado e havia caído em uma certa desgraça com seu público, que até o chamava de "Judas" por ter abraçado uma sonoridade mais próxima ao rock n roll. Quando retornou aos EUA, seu agente havia marcado mais inúmeras apresentações através do país, que acabaram sendo todas canceladas por um grande infortúnio. Em 29 de julho de 66, Dylan sofreu um acidente de moto que mudaria tudo. Como o próprio Bardo declarou, em entrevista cedida em 69: "Eu tive um pavoroso acidente que me deixou fora da ativa por um tempo, e eu não percebi a importância daquele acidente pelo menos até ter se passado um ano. Eu percebi que havia sido um acidente real. Quer dizer, eu pensei que eu apenas me levantaria e voltaria a fazer o que eu fazia antes... mas eu não podia mais fazer isso"

Em sua casa, próxima a Woodstock, Dylan mudou seu estilo de vida durante o ano de 67. Os Hawks foram chamados para comparecer à cidade para gravar com Dylan, e alugaram a Big Pink (casa que os rapazes tornariam famosa dois anos depois, ao lançar seu disco de estreia, Music From Big Pink). Nesse tempo que estiveram juntos, por vários meses, Dylan se reaproximou da música norte-americana de raiz e apresentou os caras da The Band a esse universo, já que até ali, eles eram estritamente músicos de rock. Entre a gravação de versões para antigas canções tradicionais e a composição de novos temas, uma certa sinergia surgiu entre mentor e alunos. O porão do Big Pink fornecia o pano de fundo caseiro, intimista, para o disco; a banda trabalhava para deixar Bob à vontade; e Dylan, por sua vez, destilava seu humor através da genialidade na composição. Havia algo ali de cunho bastante familiar, caseiro. E é disso que trata "The Basement Tapes" e os demais bootlegs: um ambiente rural, quieto e profundamente familiar.

É claro que o lançamento oficial, tão afastado das sessões originais, gerou polêmicas e controvérsias. A seleção de faixas, 24 ao todo, não representam todo o material composto em 67 e, na verdade, tem 8 músicas que nem sequer contam com a participação de Dylan. De acordo com Robbie Robertson, principal responsável pela seleção das canções que entraram no álbum, isso aconteceu porque nem ele, nem Bob Dylan e nem Garth Hudson tinham acesso a todas as gravações originais. Criou-se um clima tenso, também, ao redor do disco: alguns críticos acreditavam que a inclusão das oito músicas da The Band era a forma de Robertson afirmar que o grupo fora tão ativo nas Basement Tapes quanto o Bardo. Para os mesmos críticos, isso era um sacrilégio, já que as faixas da The Band "atrapalhavam a unidade do material de Dylan".

Mas polêmicas à parte, o álbum é, na minha singela opinião, sensacional. Há, nele, algumas de minhas canções favoritas da parceria Dylan/Band. "Goin' To Acapulco" certamente seria minha escolha primária, mas "Clothes Line Saga", "Too Much Of Nothing", "You Ain't Goin' Nowhere" e, é claro, "This Wheel's On Fire" não podem ficar muito pra trás. Acredito, inclusive, que essas canções servem muito bem para dar uma amostra geral da unidade do álbum. As temáticas mais frequentes foram o nada, sinalizando para o caráter descompromissado das sessões de gravação: eram apenas amigos se divertindo. E, nesse meio tempo, Bob Dylan pôde se reinventar e, também, se redescobrir. De certa forma, "The Basement Tapes" ia na contramão de outros álbums gravados em 67, como, por exemplo, o Sargeant Pepper Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Como afirmou Bob em uma entrevista datada de 78: "Eu não sabia como gravar da mesma forma que as outras pessoas fazem, e eu nem queria. Os Beatles tinham recém lançado Sgt. Pepper, que eu não curti nem um pouco. Achei ele um álbum bastante indulgente, apesar de as músicas neles seram realmente boas. Eu não achava que toda aquele produção fosse necessária."

De qualquer forma, o que surgiu a partir disso foi o princípio de um novo jeito de se fazer (e mesmo de se pensar) música. Uma abordagem mais direta, sem tanta produção, que mergulhava em um universo ancestral de sonoridades que formaram a identidade musical norte-americana. "The Basement Tapes" e os outros bootlegs foram instrumentais na construção do "roots rock" e do "americana", eles materializaram um som tornado uníssono, que até então era uma multiplicidade enorme de estilos. Country, folk, blues... tudo foi jogado dentro do caldeirão, temperado com um rock suave e mexido até ferver e formar algo novo e único - algo genuinamente americano. E isso fica claro se nós dermos uma ouvida na discografia da The Band, por exemplo. Como explicou Joanna Colangelo, do site No Depression, no seu artigo "The Weight: Quando uma canção se torna um hino", o som da The Band, ou mais especificamente a canção "The Weight", representam a própria essência daquilo que é genuinamente americano.

Aquilo que foi alguns meses na vida de seis amigos acabou se tornando eterno na história da música. Horas de gravação se transformaram em um legado extenso de influência e de celebração. E é exatamente por isso que comemoramos hoje, 38 anos depois do lançamento da versão oficial daquelas gravações, as "The Basement Tapes".

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bob Dylan - Pat Garrett & Billy the Kid OST (1973)

Bob Dylan - Pat Garrett & Billy the Kid OST (1973) - 160kbps




1 - Main Title Theme (Billy) - 6:05
2 - Cantina Theme (Workin' For The Law) - 2:56
3 - Billy 1 - 3:55
4 - Bunkhouse Theme - 2:15
5 - River Theme - 1:28
6 - Turkey Chase - 3:33
7 - Knockin' On Heaven's Door - 2:22
8 - Final Theme - 5:23
9 - Billy 4 - 5:03
10 - Billy 7 - 2:08


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Esta tarde eu estava assistindo a um filme que eu havia baixado há bastante tempo já: Pat Garrett & Billy the Kid, um faroeste antigo de 1973. Logo de cara já se percebe algo notório sobre o filme: a trilha sonora foi composta por Bob Dylan. E ao ouvir a voz anasalada do bardo ressoando na tv, lembrei que eu tinha, ainda há mais tempo, este disco, Pat Garret & Billy the Kid, no computador.


O filme conta a história de um Pat Garrett (interpretado por James Coburn) já velho, que foi eleito xerife de uma pequena cidade, mas cheia de poderosos rancheiros, para prender William Bonney, o notório Billy the Kid (que é ninguém menos que Kris Kristofferson). Já a trilha sonora, se não é o melhor trabalho de Dylan (que, aliás, também faz uma ponta no filme), é boa e interessante de se conhecer. Quem curte a carreira de Bob certamente gostará deste álbum também. Quanto à película, fica a recomendação para aqueles que tiverem interesse em assistir: é um filme bem bacana.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bob Dylan - Nashville Skyline (1969)

Bob Dylan - Nashville Skyline (1969) - 160kbps





1 - Girl From The North Country (with Johnny Cash) - 3:43
2 - Nashville Skyline Rag - 3:14
3 - To Be Alone With You - 2:10
4 - I Threw It All Away - 2:25
5 - Peggy Day - 2:02
6 - Lay Lady Lay - 3:21
7 - One More Night - 2:24
8 - Tell Me That It Isn't True - 2:43
9 - Country Pie - 1:37
10 - Tonight I'll Be Staying Here With You - 3:21


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Em 1966, Bob Dylan tinha apenas 25 anos e já era considerado um dos principais compositores de sua geração. A agenda de shows movimentava uma penca interminável de datas, a grana surgia aos borbotões, novamente ele tinha outro disco de sucesso nas paradas (Blonde on Blonde) e dia a dia, a badalação em cima do novo herói do pop americano, aumentava de forma assustadora. O baixinho trabalhava muito, comia pouco, usava drogas no café da manhã e seu pé direito pisava cada vez mais forte no acelerador. Literalmente. O divisor de águas de sua vida ocorreu em julho de 66, quando a roda traseira de sua moto Triumph, travou e o jogou no asfalto da Stricbel Road, próximo a casa do astro, em Ohaia Mountain, Woodstock. Até hoje, as circunstâncias desse acidente não foram totalmente esclarecidas. Inclusive, fontes próximas ao cantor, afirmam que o desastre motociclístico, de fato, nunca aconteceu. Mas como quase tudo que cerca a vida do bardo vira lenda, de concreto se pode afirmar que após esse episódio, Dylan resolveu dar uma parada. Ele cancelou as apresentações subsequentes e se trancafiou em seu rancho. Alguns meses adiante, recuperado do suposto acidente, afastado de toda badalação e bajulação, o grande barato na vida de Bob, era curtir a vida no campo. Ao seu lado, além da família, pouquíssimos amigos o visitavam nesses tempos de reclusão.


dylan & harrison

Dylan & o amigo George Harrison: Paz em Ohaia Mountain, Wodstock (1969) foto: divulgação.


Foi nesse período que ele começou a re-direcionar a carreira. Novas canções foram geradas no porão da Big Pink, casa onde a The Band, sua banda de apoio, estava hospedada, a poucos quilômetros de Ohaia Mountain. Desses encontros, surgiria o álbum Basement Tapes, lançado somente em 1975. E as mudanças continuavam: o próximo passo foi romper definitivamente com seu empresário, Albert Grossman. Talvez influenciado pelos ares rurais em que respirava naqueles dias, em fevereiro do ano seguinte, Dylan lançou o acústico e introspectivo John Wesley Harding. Gravado em Nashville, com músicos de estúdio residentes na capital da música country, o disco foi lançado sem um grande esquema de divulgação e consequentemente foi mau recebido por crítica e público.


Chegamos a 1969, logo no início do ano, o teimoso Dylan volta a Nashville e junta as mesmas cabeças para gravar uma nova leva de músicas. O resultado dessa junção com Kenny Butrey, Charles McCoy, Pete Drake, Charlie Daniels e Bob Wilson, foi batizado de Nasville Skyline. O bolachão, mais uma vez promovido erroneamente pela Columbia, foi vendido ao público como um álbum de música country. Esse fato, somado ao descaso do próprio artista de sair em turnê na divulgação, determinou um novo fracasso. Tudo isso aconteceu no final de uma década, até então, pra lá de promissora na vida do compositor de Like A Rolling Stone. Antes desses dois LPs, Dylan era unamidade em ambos os lados do Atlântico. Só que passado mais de 40 anos de seu lançamento, hoje, em qualquer lugar do planeta, Nashville Skyline ganhou status de obra-prima do country rock. A ficha caiu.


cash and bob

Cash, o homem de preto & Bob Foto: Divulgação (Columbia)


Sim, temos uma perfeita mistura de gêneros nesse trabalho. Além do rock e do country, pode-se encontrar no disco, acentuadas pitadas de blues e resquícios de folk. Tudo começa com o dueto entre Dylan e Johnny Cash, na regravação inspirada de Girl From North Country, um hit de seu segundo disco. De cara os ouvintes estranham a voz grave de Dylan, um timbre diferente, que tornava seu vocal mais bonito e adocicado. Segundo o próprio cantor, o segredo estava em intercalar as gravações com pausas para fumar um cigarrinho de artista. Além da crescente amizade entre Dylan & Cash, havia uma evidente química no encontro da dupla. Na seqüência, ouvimos a caipiríssima Nasville Skyline Rag, tema instrumental perfeito para pular fogueira em festas de São João. To be Alone With You (música que Dylan abriu seu show em 1998, no Opinião, em Porto Alegre) é o casamento perfeito entre o country e o blues. Uma guitarra malandra de Charlie Daniels, somada a um piano saltitante ao estilo New Orleans, resultam em um dos melhores números do disco, tema que hora ou outra, ainda aparece em suas apresentações. Depois, Dylan dá uma de crooner na balada inspiradíssima I trew It All Away, que chegou ao Top 10 das paradas britânicas. Ainda em clima de quermesse junina, Peggy Day fecha o lado A, mantendo o astral e o clima de festa. E de-lhe amendoim e quentão.

O lado B abre com Lay Lady Lay, um de seus clássicos absolutos até hoje. O próprio Dylan desacreditava o sucesso da canção, só a relacionando no disco, por insistência de Clive Davis, um dos executivos da Columbia. O fato é que, Lay Lady Lay, não só foi admitida no álbum, como também virou um dos mais destacados singles de sua carreira. A música havia sido composta para a trilha do filme Midnight Cowboy, mas perdeu o prazo de inclusão por atraso nas gravações. Os produtores acabaram usando Everybody’s Talking, de Fred Neil. Pior pra eles! Depois de um momento mais intimista, Nasville Skyline segue com a alegrinha One More Night, um rock básico, com vocal anasalado e leves chamuscadas de um violão country-bluesy. Tell Me That It Isn’t True é outra gema preciosa. Numa levada mais urbana, o teclado leva o carimbo sonoro do final dos anos 60. Chegando quase ao final da borda do acetato, ouvimos o blues curtinho Country Pie, que faz o preâmbulo para um dos momentos mais iluminados dessas sessões, Tonight I’ll Be Staying Here With You.


O início da letra já diz tudo: Throw my ticket out the window / Throw my suitcase out there, too / Throw my troubles out the door / I don`t need them any more / `Cause tonight I`ll be staying here with you – (em tradução livre) “Jogue minha passagem pela janela / Jogue minha maleta por lá também / Jogue meus problemas pela porta / Eu não preciso mais deles / Porque essa noite vou ficar com você! Um final perfeito, para um disco despretensioso e honesto, apesar da dissonância desse material, com grande parte do que foi feito no final da década de 60.

dylan & sarah

Dylan & e sua primeira mulher, Sara Lownnes. (foto: divulgação)

Percebam, que, ao contrário até mesmo de bandas consagradas, como Beatles e Stones (lembre-se que até eles tiveram sua fase psicodélica!), Bob Dylan nunca foi um modista, ou usou dos mirabolantes recursos tecnológicos de gravação. O artista sempre teve um pacto com a simplicidade. Nasville Skyline é prova disso.


(Texto por Peter Tramp, o bom vagabundo)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Johnny Cash & Bob Dylan - Nashville Sessions (1969)

Johnny Cash & Bob Dylan - Nashville Sessions (1969)




1. One Too Many Morninigs #1 (3:22)
2. One Too Many Mornigs #2 (4:04)
3. Good Old Mountain Dew (1:47)
4. I Still Miss Someone (2:33)
5. Careless Love (7:09)
6. Matchbox (2:01)
7. That's Alright Mama (2:44)
8.Big River (2:04)
9. Girl Of The North Country (3:40)
10.I Walk The Line (2:45)
11. You Are My Sunshine (3:22)
12. Ring Of Fire (2:33)
13. Guess Things Happen That Way (1:48)
14. Just A Closer Walk With Thee (2:48)
15. Blues Yodel #1 (3:12)
16. Blues Yodel #5 (2:42)
17. I Therew All Away (2:27)
18. Livin' The Blues (2:04)
19. Girl Of The North Country (3:35)


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terça-feira, 24 de maio de 2011

Odetta - Odetta Sings Dylan (1965)

Odetta - Odetta Sings Dylan (1965) - 224kbps




1 - Baby, I'm In The Mood For You - 2:50
2 - Long Ago, Far Away - 2:50
3 - Don't Think Twice, It's All Right - 5:42
4 - Tomorrow Is A Long Time - 6:20
5 - Masters of War - 6:18
6 - Walkin' Down The Line - 4:01
7 - The Times They Are A-Changin' - 4:39
8 - With God On Our Side - 5:13
9 - Long Time Gone - 3:44
10 - Mr Tambourine Man - 10:44
11 - Blowin' In The Wind - 4:11
12 - Paths of Victory - 2:24


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Odetta Holmes nasceu em 1930 e nos deixou em 2008. Mas nos seus 78 anos de vida, esta mulher de fibra construiu um legado magnífico de música e liberdade. Grande cantora de música folk, de blues e de spirituals, Odetta foi uma grande influência para vários músicos que surgiram ao longo do final dos anos 50 e começo dos 60, como Bob Dylan e Joan Baez.


Porém, Odetta não foi só uma influência para Dylan. Ela também se deixou tocar pela poesia do Bardo e o tomou como sua própria influência. Isso fica bem claro com este álbum que Odetta lhe dedicou ainda em 1965. Odetta Sings Dylan conta com preciosas interpretações das primeiras músicas de Bob.


A faixa que, na minha opinião, vale o disco por si só é uma canção que talvez não esteja entre os maiores sucessos de Dylan, mas que é realmente significativa. Masters of War é simples e puramente genial. E na voz de Odetta, é de dar arrepios. Mas The Times They Are A-Changin' também está absolutamente linda nesta gravação.

Vale a pena conferir!


Bob Dylan & The Band - Before The Flood (1974)

Bob Dylan & The Band - Before The Flood (1974) - 256kbps




Disco 1


1 - Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine) - 4:15
2 - Lay Lady Lay - 3:14
3 - Rainy Day Woman #12 & 35 - 3:27
4 - Knockin' On Heaven's Door - 3:52
5 - It Ain't Me Babe - 3:41
6 - Ballad Of A Thin Man - 3:47
7 - Up On Cripple Creek - 5:19
8 - I Shall Be Released - 3:52
9 - Endless Highway - 5:09
10 - The Night They Drove Old Dixie Down - 4:24
11 - Stage Fright - 4:29

Disco 2

1 - Don't Think Twice, It's All Right - 4:36
2 - Just Like A Woman - 5:06
3 - It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding) - 5:48
4 - The Shape I'm In - 4:01
5 - When You Awake - 3:13
6 - The Weight - 4:34
7 - All Along The Watchtower - 3:19
8 - Highway 61 Revisited - 4:26
9 - Like A Rolling Stone - 7:10
10 - Blowin' In The Wind - 4:31


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Hoje, 24 de maio de 2011, é o 70º aniversário do maior letrista que a música norte-americana, e um dos maiores do cenário mundial, já conheceu: Robert Allen Zimmerman, vulgo Bob Dylan.
Bob é, para mim, o rei da música folk e uma grande inspiração para o country, o folk rock e o próprio rock. Dylan transcende a mortalidade, ele já está inscrito na eternidade.


Esse post de hoje é o primeiro para homenagear esta grande figura. Além de suas próprias composições, Bob Dylan também foi responsável por uma grandiosa banda, que não recebe tanto reconhecimento quanto deveria. Foi através de Dylan que a The Band veio a se tornar conhecida, apesar de já existirem há bem mais tempo.


Before The Floods é um dos melhores discos ao vivo já gravados. Ele retrata a turnê norte-americana que a The Band e Bob fizeram em 1974. Essa turnê teve 10 shows: 2 em Nova Iorque (30 e 31 de janeiro), 2 em Seatle (9 de fevereiro), 2 em Oakland (11 de fevereiro) e 3 em Los Angeles (13 e 14 de fevereiro). Todas as faixas do álbum, com a exceção de Knockin' On Heaven's Door, gravada em Nova Iorque, vieram desses três últimos concertos.

Vale a pena conferir, moçada!



(O vídeo é do filme Last Waltz, documentário que retrata o último show da The Band. Mas ah! Essa é a melhor versão que existe de I Shall Be Released!)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bob Dylan & George Harrison - New Morning Session (1970)

Bob Dylan & George Harrison - New Morning Session (1970)-320kbps




1.Sign on the Window (3:41)
2.Time Passes Slowly (2:35)
3.Working On A Guru (3:38)
4.Went to See the Gypsy (2:51)
5.If Not For You (3:32)
6.Song To Woody (4:42)
7.Mama, You Been On My Mind (2:51)
8.Don't Think Twice, It's Alright (1:47)
9.Yesterday (3:16)
10.Just Like Tom Thumb's Blues (3:57)
11.Da Doo Ron Ron (3:08)
12.One Too Many Mornings I (2:13)
13.One Too Many Mornings II (3:43)
14.(Ghost) Riders In The Sky (3:37)
15.Cupid (3:45)
16.All I Have To Do Is Dream (2:41)
17.Gates of Eden (4:21)
18.I Threw It All Away (2:31)
19.I Don't Believe You (3:04)
20.Matchbox (3:31)
21.Your True Love (1:31)
22.Las Vegas Blues (1:59)
23.Fishing Blues (0:29)
24.Honey, Just Allow Me One More Chance (2:06)
25.Rainy Day Women #12& 35 (1:28)


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bob Dylan - The Freewheelin' Bob Dylan (1963)

Bob Dylan - The Freewheelin' Bob Dylan (1963) - 256kbps




1 - Blowin' In The Wind - 2:48
2 - Girl From The North Country - 3:22
3 - Masters Of War - 4:34
4 - Down The Highway - 3:27
5 - Bob Dylan's Blues - 2:23
6 - A Hard Rain's A-Gonna Fall - 6:55
7 - Don't Think Twice, It's All Right - 3:40
8 - Bob Dylan's Dream - 5:03
9 - Oxford Town - 1:50
10 - Talking World War Blues - 6:28
11 - Corrina, Corrina - 2:44
12 - Honey, Just Allow Me One More Chance - 2:01
13 - I Shall Be Free - 4:49


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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965)

Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965) - 256kbps




1 - Like A Rolling Stone - 6:13
2 - Tombstone Blues - 6:00
3 - It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry - 4:09
4 - From A Buick 6 - 3:18
5 - Ballad Of A Thin Man - 5:58
6 - Queen Jane Approximately - 5:31
7 - Highway 61 Revisited - 3:30
8 - Just Like Tom Thumb's Blues - 5:32
9 - Desolation Row - 11:22


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