Se o primeiro ato da nossa novela do soul foi os rudimentos do estilo, agora a gente começa com a coisa pesada. O negócio aqui é introduzir o pessoal que forjou com muito suor esse lance tão espetacular. Nesta segunda parte, faremos a apresentação de alguns dos homens mais importantes da soul music. Não dá pra ser justo com todo mundo, já que muitos caras mandaram bem ao longo dos anos, então a lista ficou mais por conta do meu gosto.
Espero que vocês curtam essa parada toda tanto quanto eu!
O estilo musical que veio a ser conhecido como "soul" ou "soul music" surgiu de uma conjunção de experiências de vida dos negros norte-americanos. A vivência daquelas pessoas, descendentes de escravos, segregados do resto da sociedade, mesmo que nem sempre isso fosse tão claro.
A dor dos anos de exploração se juntaram com uma herança musical única, completamente diferenciada das tradições européias vigentes na música. A criatividade casou com o sofrimento e a superação para dar luz aos estilos que mudaram o rumo da música popular, e que moldaram praticamente tudo o que ouvimos ainda hoje em dia.
Nossos ritmo, batida, melodias e improviso são frutos do povo que veio das plantações de algodão do sul escravista. O soul é um dos subgêneros dos grandes "pais" da música popular: o blues, o gospel e o jazz. Deles viriam o R&B, o rock 'n' roll e o soul. Destes três estilos e seus três primeiros sub-gêneros, podemos dizer assim, é que a música atual tomou quase toda sua inspiração.
O “Soul” provém de pessoas que durante séculos não puderam ser catequisadas ou alfabetizadas por serem consideras desalmadas. Ironia? Talvez. Mas, quem sabe, seja resultado positivo de uma árdua luta para mostrar que a desigualdade não pode mais existir e através da música podemos reverter esta irregularidade que nos assola desde os primórdios. Por fim, o intuito desta coletânea que elaborei é mostrar um pouco das influências que inspiraram os artistas da soul music, bem como alguns de seus primeiros sucessos. Espero que gostem!