Bonnie Raitt - Luck Of The Draw (1991) - VBR
1 - Something To Talk About - 3:47
2 - Good Man, Good Woman - 3:33
3 - I Can't Make You Love Me - 5:32
4 - Tangled And Dark - 4:52
5 - Come To Me - 4:20
6 - No Business - 4:24
7 - One Part Be My Lover - 5:06
8 - Not The Only One - 5:03
9 - Papa Come Quick (Jody And Chico) - 2:43
10 - Slow Ride - 3:59
11 - Luck Of The Draw - 5:17
12 - All At Once
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Há exatos 63 anos, vinha à vida uma das muitas bençãos musicais desse mundo. Em 1949, Bonnie Lynn Raitt nasceu em Burbank, cidade que fica próxima a Hollywood, e que justamente por isso ficou conhecida como "capital mundial da mídia". Filha de um astro da Broadway, John Raitt, com uma pianista, Marjorie Haydock, a pequena Bonnie cresceu sempre cercada pela música. Ainda antes de entrar na carreira musical, uma jovem Raitt se via completando os cursos de Relações Socias e Estudos Africanos na Radcliffe College de Harvard. Esse gosto pelas ações sociais nunca abandonou a moça, que sempre buscou fazer uso de sua música para conscientizar as pessoas, mesmo que através de pequenos gestos, como dedicatórias nas contra-capas de discos.
Os artistas que influenciaram Bonnie foram muitos, mas talvez devamos começar pelos que ficaram conhecidos como grandes amigos da cantora e guitarrista: primeiro Lowell George, falecido vocalista, guitarrista e compositor da banda de southern rock Little Feat - Mais do que um grande amigo de Bonnie, especula-se que Lowell também teria sido uma espécie de "mentor". Além de Lowell George, outro grande amigo de Miss Raitt foi um dos maiores mestre do blues: John Lee Hooker - Bonnie chegou, inclusive, a gravar uma faixa com Hooker, I'm In The Mood, para o disco The Healer, lançado pelo bluesman em 89.
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| John Lee Hooker |
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| Lowell George |
Citar só essas duas amizades já seria suficiente para exemplificar as influências de Bonnie Raitt, mas o fato é que ela tem mesmo muito bom gosto na hora de escolher inspirações. Alguns exemplos são: o bardo folk Bob Dylan, além de Odetta, James Taylor, etc.; as lendas do blues Sippie Wallace, Howlin' Wolf, Junior Wells, entre outras; no rock, podemos apontar a (para mim) insuperável The Band, além dos grandes Rolling Stones; há, também, espaço para o soul de Allen Toussaint e para o rhythm and blues de Ruth Brown. Realmente, é uma galeria especialmente qualificada de boas influências para quem quiser começar no blues, no rock ou no folk - ou ainda, como no caso de Bonnie, em todos esses estilos ao mesmo tempo.
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| Bonnie Raitt e Sippie Wallace |
Com uma carreira que se extende por quatro décadas, Bonnie Raitt se transformou em uma verdadeira lenda do blues e do rock americano. Dona Bonnie construiu uma identidade própria ao misturar os vários gêneros que já citamos. Pitadas de blues, folk, country e rock foram sendo suavemente cozidas no caldeirão de uma doce voz, mexida pelo caloroso talento com o slide. O primeiro disco de miss Raitt foi lançado em 71, e de lá para cá já são 16 gravações em estúdio ao todo. Apesar de ter começado cedo nos anos 70, foi só no final da década de 80 que nossa blueswoman realmente conseguiu um grande sucesso comercial. Foi com o ótimo Nick of Time, de 89, que Bonnie chegou ao primeiro lugar da Billboard 200, além de coletar três prêmios Grammy. O disco que vamos postar hoje, contudo, é o que deu sequência ao sucesso de Raitt: Luck Of The Draw, de 91.
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| Capa do disco Nick of Time, de 1989. |
Segundo a artista, ela queria provar ao mundo que Nick of Time não havia sido um mero golpe de sorte. Já tendo abandonado a bebida há mais tempo, Bonnie se afastou do mundo numa espécie de "retiro criativo", refugiando-se no norte da Califórnia - o que ela chamou de "campo de treinamento de composição" (songwriting boot camp). Com esforço e com a co-produção de Don Was (que já trabalhou com nomes como B-52's, Rolling Stones, Elton John, Bob Dylan, entre outros), o resultado foi um sucesso absoluto. Luck Of The Draw é, até hoje, o disco mais vendido de Bonnie (até 2010, o disco Nick of Time havia vendido 5 milhões de cópias, enquanto seu sucessor, Luck Of The Draw já alcançara sete milhões de vendas).
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| CD de Luck Of The Draw |
Canções compostas por Raitt como "Tangled And Dark" e "Come to Me" mostram um lado com mais groove e balanço, mas já a faixa "All At Once" dá um sabor bastante íntimo e apaixonado ao disco. Além destas composições originais, há também o maior sucesso de Raitt: I Can't Make You Love Me, escrita por Mike Reid e Allen Shemblin, um grito desesperado por amor. Bonnie Raitt é competente tocando os mais diversos tipos de música, nas mais variadas levadas, mas seu talento para encarnar as baladas de amor (ou de amor perdido) é único. Algo que devemos depositar na conta de suas influências do blues tradicional e também do country. Enfim, Luck of The Draw é um álbum fantástico que mostra várias facetas de uma artista versátil e talentosa. Vale muito a pena conferir!
Com isso, ficam aqui nossos desejos de felicidades e muita música à senhora Bonnie Lynn Raitt!






Olá, adoro conhecer novos artistas, obrigada por compartilhar, gosto de mulheres cantando, tenho a Mercedes de Sosa, Eta James que adoro.
ResponderExcluirTenha uma ótima semana.
Às ordens, dona.
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