Primeiramente, gostaria de salientar que esta lista não obedece a nenhuma espécie de critério técnico. Não sou músico nem crítico musical, apenas um apaixonado por aquilo que entendo como música de qualidade. Portanto, devo deixar bem claro que a escolha dos discos e a ordem desta lista correspondem apenas ao meu gosto e não refletem, de maneira alguma, a opinião de todos os membros do blog. Sem mais delongas, vamos ao que importa:
1º lugar: Dr John – Locked Down
Quando ouvi o primeiro single – Revolution - do novo disco do Dr John, um dos meus maiores ídolos, no site da revista Rolling Stone nos idos de março/abril, eu pirei. Todos os dias eu precisava escutar aquela maravilha ao menos uma única vez – normalmente acabavam sendo várias audições. Quando o disco finalmente foi lançado, foi um frenesi total. Minha namorada estava recém conhecendo o som do Dr John e já estava de saco cheio dele, de tanto que repetia o Locked Down na íntegra no meu winamp.
Considero este o melhor disco da década até agora (2011 e 2012) – e acredito que será difícil aparecer algum lançamento que desbanque o novo petardo do witchdoctor Rabennack. Com faixas como Revolution, Ice Age e Getaway, Dr John consolidou seu retorno ao som da mais alta qualidade. Se vocês quiserem ler a resenha que fiz do álbum, segue o link.
2º lugar: Joe Louis Walker – Hellfire
Muitos de vocês podem nunca ter ouvido falar de Joe Louis Walker já que ele não é um nome tão conhecido por aqui – eu também não o conhecia antes de baixar Hellfire sem pretensão alguma. Vocês já podem imaginar o tamanho da minha surpresa ao ouvir o álbum, já que ele figura no segundo lugar desta lista. Walker está na ativa desde os anos 60, mas só começou a gravar em 86 e de lá pra cá, já lançou 19 discos. Uma sólida carreira que se consolida ainda mais neste belíssimo disco.
A faixa que dá título ao disco é, também, aquela que o abre. Hellfire já define o ritmo: um blues enérgico, marcado pelo excelente trabalho de Walker na guitarra, com um groove marcante e uma temática gospel. What’s It Worth explora a relação entre o órgão, instrumento tradicional do gospel, e a guitarra de Walker, criando um dueto único. Já Soldier For Jesus mergulha no groove, levando as frases religiosas num ritmo de celebração. Cada tema executado no disco vale a pena ser ouvido com muita atenção.
3º lugar: Jack White – Blunderbuss
Jack White ficou conhecido pelo trabalho ao lado de sua ex-mulher, Meg White, na dupla White Stripes. Era um som simples, meio estranho e sem baixo. Depois ele andou por aí com a The Raconteurs e a Dead Weather – nada de muito promissor, ele ainda continuava transitando pelos caminhos mais pop do rock. Todavia, ele já havia dado mostras do seu gosto pelo blues e também do talento como produtor, ao trabalhar com Wanda Jackson no ano passado. Foi por isso que quando fiquei sabendo que ele lançaria um álbum solo, fiquei na expectativa.
E não é que o cara se mostrou capaz de mudar? Unindo influências entre Led Zeppelin e o blues rural, White faz um som nervoso, às vezes com tons de insanidade, que reúne referências de vários lugares diferentes. Freedom At 21 e Hypocritical Kiss mostram um pouco disso. Já o tema título, Blunderbuss, mostra que White aprendeu bastante com Jimmy Page e seu Zeppelin de chumbo. Mas minhas faixas favoritas são a dançante I’m Shakin’ e a apocalíptica Weep Themselves To Sleep.
4º lugar: Willie Nelson – Heroes
Willie Hugh Nelson, também conhecido como o “estranho ruivo”, já é um senhor de 79 anos. Conhecido pelo seu jeito singular de cantar e pela afeição com a marijuana, Willie construiu uma brilhante carreira dentro da country music, participando do surgimento do dito “outlaw country”. Já na “idade de ouro”, Nelson mostra que ainda tem fôlego para impressionar. Ao contrário do filme dos irmãos Cohen estrelado por Tommy Lee Jones (No Country For Old Men), Willie exibe que os EUA também são um país para homens velhos.
Junto de seus filhos, Lukas (que tem um timbre vocal muito semelhante ao do pai) e Micah Nelson, e mais um time de estrelas (Merle Haggard, Kris Kristtoferson, Sheryl Crow, Ray Price, Billy Joe Shaver, Jamey Johnson e até mesmo Snoop Dogg), Willie Nelson produziu 14 pérolas do country. Num mundo como o de Nashville, lotado de gente com pouco talento e muita propaganda, Heroes soa como um alívio nostálgico. Canções como All That There Is To This Song e Just Breathe resgatam a essência do country, essência essa que Willie nunca perdeu.
5º lugar: Neil Young & Crazy Horse – Americana
Depois de oito anos sem gravar nada com a Crazy Horse, Neil Young se juntou a seus velhos parceiros para dar a luz a um belo trabalho, muito melhor do que seus últimos lançamentos individuais (como o péssimo Le Noise). Unidos novamente, sua primeira contribuição esse ano foi Americana, um disco que, como o título indica, é um tributo às raízes da música americana.
Fazendo ótimos arranjos roqueiros de canções tradicionais, Young e seus comparsas do louco cavalo conseguiram criar um ótimo clima que poderia muito bem pertencer a um disco gravado nos anos 70. Sons como Oh Susannah, Gallows Pole ou Get A Job deram sinais de que Young estava finalmente voltando ao caminho da boa música.
6º lugar: Quantic And Alice Russell with Combo Bárbaro – Look Around The Corner
Quantic, que também atende por Will Holland, é um DJ britânico que atualmente reside na Colômbia. Por lá o cara já fez diversos trabalhos, inclusive o ótimo Tropidelico, de 2007, no qual ele misturou o funk a influências caribenhas e alguns ritmos eletrônicos. Vale a pena dar uma conferida! Já Alice Russell é uma cantora de blue eye soul lá da terra da Rainha, que costuma lançar seus discos pela mesma gravadora que Quantic, a Tru Thoughts.
Juntos, eles fizeram uma união bastante acertada. Os vocais de Russell casaram muito bem com o instrumental grooveado do Combo Bárbaro, comandado por Quantic. Canções como Here Again e Look Around The Corner marcam este ótimo trabalho, que recomendo do começo ao fim.
7º lugar: Ricky Skaggs – Music To My Ears
Skaggs é um mestre do bandolim desde as antigas. Quando criança, o cara tocou com Bill Monroe e Earl Scruggs, dois dos maiores nomes do bluegrass. De lá para cá, ele próprio veio se constituindo enquanto um dos símbolos do bluegrass, ainda que tenha assumido o arriscado caminho das experimentações mais recentemente. No disco novo, Music To My Ears, Skaggs traz um prato cheio para os fãs de country e de bluegrass. Misturando uma abordagem “tradicional” com elementos mais “modernos”, ele produziu uma sonoridade bem bacana. O grande destaque fica por Soldier’s Son, gravada em parceria como Barry Gibb, ex-Bee Gees.
8º lugar: ZZ Top – La Futura
Os barbudos do Texas mostraram que ainda estão em forma. La Futura é, provavelmente, um dos melhores discos da carreira dos caras e traz um rock cru, recheado com blues, acompanhado por uma pegada firme e liderado por um belo trabalho de guitarra do grande Billy Gibbons. I Gotsa Get Paid e It’s Too Easy Mañana dão o tom do disco.
9º lugar: Bonnie Raitt – Slipstream
Bonnie vem trabalhando muito desde os anos 70, pavimentando seu caminho em várias áreas, como o blues, o country e o rock. Com um slide nas mãos, essa senhora de 63 anos veio a 2012 para sedimentar ainda mais a sua sólida carreira. Slipstream reúne todo o seu repertório de influências de sempre, apresentadas de forma suave, com um embalo maroto. As baladas You Can’t Fail Me Now e God Only Knows são, com certeza, uma boa referência do que é este disco.
10° lugar: Graveyard – Lights Out
Graveyard é uma banda sueca relativamente jovem, estão na estrada apenas desde 2006. Mas nesse tempo já lançaram três álbuns, e dois deles da maior qualidade possível. Numa linha de revival setentista, os caras unem o hard rock a um fraseado de blues, lembrando os áureos tempos do rock – mas não se enganem, eles conseguiram transcender a barreira da semelhança e criar uma identidade própria. Endless Night e Goliath ficam como uma boa introdução para o que é Lights Out.
10 melhores músicas do ano
1 – Ricky Skaggs & Barry Gibbs – Soldier’s Son
2 – Dr John – My Children, My Angel
3 – Dr John – Revolution
4 – Willie Nelson & Lukas Nelson – Just Breathe
5 - Bonnie Raitt – You Can’t Fail Me Now
6 – Neil Young & Crazy Horse – Gallows Pole
7 – Joe Louis Walker – What’s It Worth
8 – Jack White – Weep Themselves To Sleep
9 – Quantic & Alice Russell with The Combo Bárbaro – Here Again
10 – Dr John – God’s Sure Good
E eras isso! Um abraço a todos e um bom final de ano!
Este artigo vai estar em inglês e em português, por motivos de maior divulgação da banda/This article will be presented in english and portuguese, for publicity sakes.
After a long time hearing weird stories about bluegrass concerts going on at the very streets of Porto Alegre, Brazil, I decide to check out that Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, which everyone was talking about. For those who are not from Brazil, I must do a little explanation before I continue: north american music is very popular in here, but country and bluegrass aren't. What came in our mainstream tastes were mostly rock, blues (to a certain point), R&B, pop and hip hop. It might seem obvious, but it just felt right for me to say it.
This fellas are accomplishing something really special in here, reviving that old 40's american country feeling in the very streets of Brazil. On the road since 2007, Márcio Petracco (mandolin and vocals), Ricardo Sabadini (acoustic guitar and vocals), Heine Wentz (fiddle and vocals) and Pedro Marini (bass and vocals) have been taking bluegrass music to a larger audince through street concerts. Their repertoire includes bluegrass standards such as songs from Bill Monroe or Earl Scruggs, and goes through gospel themes, until it reaches the country of old timers like Hank Williams. Through a lot of work and dedication, this guys have assumed a huge dimension in the cultural life of Porto Alegre, they have even been the opening act for Roger Waters this year.
I went to this concert with my mother, who's knowledge about american music is limited, to say the least, and even she got out of there satisfied with what she saw and heard. Those four guys, joined by Gaspo Harmônica (a brazilian harmonica player, schooled out in blues and rock n roll) and Caetano (who plays mandolin for the Irish Fellas), accomplished such a deep spiritual feeling and a profound sonority on their concertar that it was just plain damn beautiful to see. And they do it because they love playing music. It's all in the name of bluegrass - and in the sake of their breakfast, of course.
Depois de muito tempo ouvindo falar do tal Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, de ver vídeos e ouvir estórias sobre as façanhas da trupe capitaneada por Márcio Petracco (Locomotores, Tenente Cascavel), resolvi tirar a prova que precisava para realmente poder escrever esta resenha sobre os guris que tocavam aí pelas ruas da cidade fazendo o tal de bluegrass acontecer. E não é que os caras conseguem reviver em plena capital gaúcha aquele tempo perdido dos EUA dos anos 40?
Na estrada desde 2007 sob a forma atual, o Conjunto tem uma proposta bastante inusitada em se tratando de Brasil: levar o bluegrass, estilo quase desconhecido por estas bandas, para um grande público através de apresentações nas ruas, características deste gênero musical. Com Márcio Petracco (mandolim e voz), Ricardo Sabadini (violão e voz), Heine Wentz (violino e voz) e Pedro Marini (contrabaixo e voz), o quarteto vem na formação típica do bluegrass para relembrar os bons temas caipiras originais de cidadãos como Bill Monroe e Earl Scruggs, para citar dois gigantes do estilo, mas também flertando com temas gospel e country, compondo um belíssimo repertório que durou 3 belas horas.
Fui ao concerto com minha mãe, que não é entendida no estilo, e até mesmo ela saiu completamente satisfeita com o que viu e ouviu. Os quatro caras, desta vez acompanhados por Gaspo Harmônica e Caetano (que toca mandolim na banda Irish Fellas), conseguem atingir uma profundida musical e espiritual com a ótima seleção de temas. O que a gente vê acontecer nas sextas-feiras na Praça da Alfândega, e aos domingos no Brique da Redenção é uma declaração de amor pela música - um estilo de música que nem sequer dá muita projeção a seus interpretes por aqui. É tudo pelo amor à camisa e, claro, pelo café da manhã.
Já que esta é uma coletânea caseira (eu que a fiz), o texto será rápido, meramente explicativo: recentemente viajei para a casa dos meus avós e fiz uma seleção musical para a viagem. Pensei em organizar uma coletânea com aquelas músicas aqui pro blog, mas nesta noite insone, resolvi ir além: vasculhei todas as minhas músicas atrás daquelas que tivessem uma temática relacionada a viagens. A lista, como vocês podem imaginar, é bem maior do que estas 16 faixas que foram parar na coletânea, e isto significa que, como a The Soul Acts, a Old Country Road terá mais "capítulos" futuramente. Espero que gostem!
A dica de hoje é pra quem curte um folk, mas também pra quem gosta de indie. Ela também pode agradar muito às pessoas que gostam de poesia, ou aos fãs de bluegrass. Frontier Ruckus é tudo isso.
A banda começou com dois amigos de escola, Matthew Milia (vocal e violão) e David Jones (banjo). As influências dos rapazes eram, originalmente, vindas do bluegrass, misturadas às poéticas letras que Milia escrevia. Mas foi quando os dois foram pra faculdade que o grupo tomou sua forma definitiva. Ali as letras de Milia iriam evoluir sob a tutela do curso de poesia com a poetisa Diane Wakoski.
O Frontier Ruckus é, certamente, uma das melhores bandas que eu já ouvi nos últimos tempos. Com composições e arranjos refinados, a banda manda um folk alternativo misturado com bluegrass, mantendo ares bem indie, num padrão de qualidade sensacional. As letras de Milia, dignas de Bob Dylan, aliadas à expressividade de seus vocais, bem como à genialidade das composições instrumentais é simplesmente fora de série.
A mitologia que Milia criou com suas sensíveis e complexas letras é o ponto alto da banda, sem sombra de dúvida. Mas há de ser dito que o Frontier funciona como um todo orgânico, muito bem orquestrado.
E isso tudo fica muito claro nesse disco aqui. Deadmalls & Nightfalls é o segundo full-lenght desse pessoal, que é tão criativos que até toca uma serra (sim, isso mesmo!) em suas músicas. Se quiserem confirmar o que digo, é só vocês prestarem atenção em algumas das faixas desse disco. Nerves Of The Night Mind é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Vale a pena ouvir com carinho Pontiac, The Night Brink; a How Could I Abandon? e Pour Your Nighteyes.
Se isso não for o suficiente pra convencer vocês, também temos aqui no blog o primeiro full-lenght deles, o The Orion Songbook.
Que o Metallica tem muitos fãs, isso todos nós sabemos. Que eles influenciaram meio mundo de músicos de metal e rock, isso nós também sabemos. Mas até aí, eu sempre achava que a banda não saía tanto desses círculos mais pesados da música. Uns anos atrás, descobri que estava muito enganado.
Foi por volta de 2006 que eu encontrei o primeiro disco num site russo... Na época eu ainda era muito apegado ao metal, então pensei: "Tributo ao Metallica? Vou baixar e ver qual é!". Pra minha surpresa, era um som bem diferente do tradicional. Sem distorção, sem peso e com banjo!
Assim fiquei conhecendo o Iron Horse. A banda de bluegrass do Alabama começou as atividades 2000 e participou de diversos tributos bluegrass a bandas de rock, como Led Zeppelin e Van Halen. E além disso, gravou estes dois álbuns em tributo ao Metallica.
A banda também tem seus cds com composições próprias. É um trabalho bem bacana, vale a pena conferir. Um dia desses eu coloco alguma coisa deles aqui no blog pra vocês sentirem o gostinho.
Sobre os discos do post de hoje, não vou falar muito sobre as faixas. Vocês devem conhecê-las, já que se tratam de grandes clássicos do Metallica. O que posso dizer é que o grupo é muito bom e fez um ótimo trabalho adaptando o thrash metal pesado ao bluegrass caipirão. O ponto alto do trabalho fica por conta dos vocais dos caras, que são muito harmônicos e afinados!
Various Artists -50 Years of Bluegrass Hits, Vol. 4 ( 1995 ) - 224kbps
1. Whitehouse Blues - Merle Travis/Joe Maphis- 2:32 2. Little Maggie - Josh Graves-2:20 3. Girl In The Blue Velvet Band, The - Mac Wiseman-2:39 4. Roll In My Sweet Baby's Arms - Lester Flatt-2:23 5. Bluegrass Melodies - Pinnacle Boys (TRUE instrumental)-2:09 6. Fair And Tender Ladies - Grandpa Jones Family-2:56 7. I'll Fly Away - The Osborne Brothers (TRUE instrumental)-2:24 8. My Cabin In Caroline - The Osborne Brothers-2:43 9. It Wasn't God Who Made Honky Tonk Angels - Rose Lee Maphis-2:52 10. Little Rock Getaway - Don Reno/Arthur Smith (TRUE instrumental)-2:03 11. Great Speckled Bird - Jim & Jesse-3:02 12. Dark Hollow - Mac Wiseman-2:33 13. Farewell Blues - Wynn Osborne (TRUE instrumental)-2:55 14. House Of The Rising Sun - Mac Wiseman-3:40 15. Limehouse Blues - Don Reno (TRUE instrumental)-2:13 16. Tenbrooks And Molly - Joe Maphis/Rose Lee-3:08 17. Don't That Road Look Rough And Rocky - The Osborne Brothers-3:31 18. Black Mountain Rag - Joe Maphis-2:59 19. Family Reunion - Carl Story-2:40 20. Orange Blossom Special - Joe Maphis/Rose Lee-2:24 21. Cabin On The Hill - Lester Flatt-2:53 22. I Wonder How The Old Folks Are At Home - Mac Wiseman/The Osborne Brothers-2:51 23. Little Rosewood Casket - Josh Graves (TRUE instrumental)-2:31 24. Truck Stops And Pretty Girls - Jim & Jesse-3:00
25. Sweet Hour Of Prayer - Bluegrass Cardinals-3:57
Os irmãos Coen, Joel David e Ethan Jesse, são dois cineastas nascidos no estado de Minnesota, EUA. Recentemente, seu trabalho tem ficado bem conhecido no mundo dos blockbusters hollywoodianos. Seja no ótimo "Onde Os Fracos Não Têm Vez" (No Country For Old Men, 2007), seu melhor trabalho, na minha opinião, estrelado pelo lendário Tommy Lee Jones; no duvidoso "Matadores de Velhinhas" (The Ladykillers, 2006); ou mesmo na comédia de humor negro "Queime Depois de Ler" (Burn After Reading, 2008) ou no multi-premiado Fargo, de 1996. Porém, estamos aqui para falar de um de seus filmes em especial. Não é o mais aclamado pela crítica, nem o de maior sucesso junto ao público, mas para nós, amantes da música, certamente é o mais interessante!
"E aí irmão, cadê você?" (O Brother, Where Art Thou?) é um filme de 2000, tendo um excelente George Clooney no papel de Everett, um trambiqueiro charmoso que está tentando fugir da cadeia. Presos junto a ele nas antigas "chain-gangs" estão Pete (John Turturro) e Delmar (Tim Blake Nelson). Em sua longa jornada em busca de um tesouro escondido por Everett, os rapazes se metem em muitas confusões divertidas, encontram um jovem negro, de nome Tommy Johnson (Chris Thomas King), numa encruzilhada onde ele havia vendido sua alma ao diabo para tocar a viola (qualquer semelhança não é mera coincidência).
O intuito do filme, no meu entender, é recriar um pouco da mitologia que cerca o início/meio do século passado no sul dos Estados Unidos, desde a música, até costumes e preconceitos, tudo num clima ameno recheado de humor. Acaba por constituir-se numa reinterpretação moderna e satírica da "Odisséia", de Homero.
A trilha sonora, por sua vez, é uma obra de arte à parte. Juntando grandes músicos do sul da terra do Tio Sam, o disco traz grandes interpratações de múscas tradicionais e clássicas, como Man of Constant Sorrow (destaque do filme e da trilha), ou mesmo Hard Time Killig Floor Blues, que ganha uma interpretação muito digna feita pelo próprio Chris Thomas King. Porém, recomendo especialmente duas canções: Oh Death, interpretada por Ralph Stanley, e Lonesome Valley, interpretada pelo grande Fairfield Four. É, com certeza, um disco que vale a pena ser conferido, no mínimo!
Various Artists -50 Years of Bluegrass Hits, Vol. 3 ( 1995 ) - 224kbps
1. Rocky Top (Osborne Brothers) -2:39 2. Blue Eyes Crying In The Rain (Rose Lee Maphis) -2:50 3. Feudin' Banjos (Don Reno)-2:08 4. Jimmie Brown The Newsboy (Mac Wiseman) -2:03 5. Low And Lonely (Bluegrass Cardinals) -2:37 6. Peacock Rag (Lester Flatt's Nashville Grass) -1:58 7. I'm Using My Bible For A Roadmap (Don Reno & Bill Harrell)-2:12 8. Nine Pound Hammer (Joe Maphis) -3:24 9. Border Ride (Jim & Jesse) -1:58 10. The White Dove (Osborne Brothers)-3:53 11. She Was Always Chewing Gum (Grandpa Jones) -1:46 12. Little Footprints In The Snow (Benny Martin)-2:28 13. Will The Circle Be Unbroken (Rose Lee Maphis)-3:31 14. Midnight Flyer (Osborne Brothers & Mac Wiseman)-2:01 15. Thinking Tonight Of My Blue Eyes (Stonemans) -2:04 16. Diesel On My Tail (Jim & Jesse) -2:22 17. Pins And Needles (Mac Wiseman & Osborne Brothers) -2:52 18. Bluegrass Concerto (Sonny Osborne)-4:29 19. Father's Table Grace (Lester Flatt) -3:19 20. Under The Double Eagle (Donna Stoneman)-1:46 21. In The Pines (Mac Wiseman) -4:33 22. I'll Go Stepping Too (Benny Martin & Bobby Osborne)-2:17 23. Cripple Creek (Stonemans)-2:19 24. Lonesome Road Blues (Merle Travis & Joe Maphis)- 2:48 25. Somebody Touched Me (Carl Story) -1:51
Various Artists -50 Years of Bluegrass Hits, Vol. 2 ( 1995 ) - 224kbps
1. Night Train To Memphis (Joe Maphis)-2:55 2. Mother Maybelle (The Osborne Brothers & Mac Wiseman)-2:58 3. Earl's Breakdown (Josh Graves)-2:08 4. Bringin' In The Georgia Mail (Curly Seckler & The Nashville Grass-2:21 5. Devil's Dream (Joe Maphis & Fiddlin' Red Herron)-2:03 6. Blue Ridge Mountain Blues (Patty Stoneman)-2:03 7. Angels Rock Me To Sleep (Bluegrass Cardinals)-2:27 8. Don't Let Your Sweet Love Die (Mac Wiseman & The Osborne Brothers) -3:41 9. Blue Moon Of Kentucky (Rose Lee Maphis)-2:55 10. Dear Old Dixie (Wynn Osborne & His Bluegrass Playboys)2:35 11. Peach Pickin' Time In Georgia (Merle Travis) -3:16 12. The Ballad Of Jed Clampett (Lester Flatt & His Nashville Grass)-2:12 13. Rank Strangers To Me (The Osborne Brothers)-3:03 14. Johnny B. Goode (Jim & Jesse & The Virginia Boys)-2:50 15. Banks Of The Ohio (The Grandpa Jones Family) -3:02 16. Dim Lights, Thick Smoke (Benny Martin & Bobby Osborne)-2:25 17. Remington Ride (Don Reno & Arthur Smith)-2:29 18. Bringing Mary Home (Mac Wiseman)-3:36 19. Shout And Shine (Carl Story & His Ramblin' Mountaineers)-1:57 20. Wabash Cannonball (Benny Martin)-2:51 21. Me And Ol' Merle (Joe Maphis) -3:27 22. Gosh, I Miss You All The Time (Jim & Jesse And The Virginia Boys)-2:17 23. Cheyenne (The Pinnacle Boys) -3:04 24. Little Old Log Cabin In The Lane (The Stonemans)-2:44 25. Unclouded Day (Betty Jean Robinson & The Nashville Grass)-2:45
Various Artists -50 Years of Bluegrass Hits, Vol. 1 ( 1995 ) - 224kbps
1. The Midnight Train -2:03 2. Kentucky Waltz-2:39 3. Foggy Mountain Breakdown-2:13 4. Tramp On The Street-3:48 5. Love Letters In The Sand-2:18 6. Salty Dog Blues-1:30 7. Just A Little Talk With Jesus-2:10 8. Uncle Pen-2:15 9. Shackles And Chains-2:51 10. Charlotte Breakdown-1:49 11. Dark As A Dungeon -4:01 12. Are You Missing Me -2:27 13. I Saw The Light-2:26 14. Sunny Side Of The Mountain- 2:23 15. Sweeter Than The Flowers- 2:55 16. Muleskinner Blues-3:45 17. I Know You're Married-2:14 18. Memories Of Maybelle- 3:07 19. Life's Railway To Heaven-3:46 20. Dueling Fiddles-3:16 21. Paradise-2:46 22. I Wonder Where You Are Tonight-2:41 23. Reuben -2:40 24. Maple On The Hill-2:57 25. What Would You Give In Exchange For Your Soul -3:06
1 - Tell It To Me - 2:47 2 - Big Time In The Jungle - 2:50 3 - Poor Man - 3:35 4 - Tear It Down - 2:11 5 - Hard To Love - 2:30 6 - CC Rider - 3:50 7 - Trials & Troubles - 2:57 8 - Hard to Tell - 3:15 9 - Take 'Em Away - 3:35 10 - We're All In This Together - 4:51 11 - Wagon Weel - 3:52
Sei que não costumo falar sobre os álbuns que posto no blog, mas como Frontier Ruckus é uma banda mais nova, sinto a necessidade de discorrer um pouco sobre este cd, o primeiro deles: Trata-se de uma banda de folk/alt-country muito boa, com composições inteligentes e muito bem executadas. Tanto o banjo quanto o violão são muito bacanas, e eles ainda contam com a inusitada presença de um cara tocando um serrote (sim, isso mesmo)! Enfim, recomendo as seguintes faixas em especial: The Latter Days, Who You Are, Dark Autumn Hour e Orion Town 2. Abaixo, um link da Dark Autumn Hour: