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terça-feira, 6 de novembro de 2012

[Dica4oldtimes] Horisont - Tva Sidor Av Horisonten (2010)


Horisont - Tva Sidor Av Horisonten (2010) - 320kbps




1 - Nightrider [vídeo abaixo] - 2:55
2 - Just Ain't Right - 3:31
3 - High Time - 4:03
4 - Unseen - 4:04
5 - Oh, My Lord - 4:24
6 - Horisont Boogie - 3:20
7 - Röde - 5:13
8 - Spur 8 - 4:05
9 - Tiggaren - 3:01
10 - Efter Min Pipa - 6:15


Baixar AQUI!


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Estamos finalmente retomando esta seção que ficou esquecida por algum tempo. De qualquer forma, o que importa é que as dicas do 4oldtimes estão de volta ao ar. O que veremos desta vez é uma banda que vem despontando no mundo do rock, saindo lá da gelada Suécia: trata-se da competente Horisont.

A banda parece ter se lançado na onda do sucesso recente da excelente Graveyard, que vem montando um cenário promissor de revival do hard rock setentista lá na Suécia. Como dizem os caras da Horisont em seu MySpace: "Para um país com menos de dez milhões de habitantes, a Suécia emplaca um golpe pesado quando se trata de guitarras altas". Claramente inspirados nos conterrâneos da Graveyard - que fazem uma mescla de blues rock, hard rock setentista e heavy metal -, os mancebos da Horisont surgiram em 2010 com este disco que estamos postando aqui: Tva Sidor Av Horisonten (Dois Lados Do Horizonte).

Unindo o stoner às influências tradicionais graveyardísticas, a Horisont ganhou muita atenção depois da sua estreia no mundo da música. Eles logo assinaram com a Rise Above Records, que também é a gravadora de outra casca-grossa do cenário sueco, a Witchcraft. Mas voltando à Horisont, é preciso dar-lhes nossos parabéns. Muitas bandas acabam se perdendo do bom caminho após um primeiro álbum bem sucedido - e esse não foi o caso dos rapazes do horizonte. Eles acabaram de lançar neste ano o seu segundo disco, intitulado Second Assault.

Olhando para seu primeiro disco, vemos uma arte meio macabra e sem muitas cores. Dá pra dizer que a capa ajuda a definir a pegada da banda: um rock 'n' roll sem frescura, bastante cru. Os rapazes têm um pé fincado lá nos anos 70, como já dissemos, e mostram isso ao longo da gravação com bons riffs, um vocal bacana (que tem uma voz bastante parecida com a de Joakim Nilsson, do Graveyard) e uma pegada forte. É interessante notar que metade das canções é inglês e a outra metade em sueco, traço que foi abandonado no segundo lançamento, que conta somente com músicas em inglês (talvez buscando atingir um público maior).

Os destaques do disco ficam para: a faixa de abertura, Nightrider (vídeo) que transita com agressividade moderada entre o hard rock, o heavy metal e o stoner; as duas canções que me lembraram, particularmente, do clima meio sombrio do começo do Black Sabbath - ainda que sem a insuperável qualidade de Ozzy, Iommi e cia. -: High Time e Unseen; além de Horisont Boogie, uma clara exploração dos gostos mais blueseiros dos membros da banda. De toda maneira, o Horisont parece estar na trilha certa para um futuro sólido no meio da música, juntando-se a outras bandas que vêm surgindo nos últimos anos para calar a boca dos idiotas que dizem que o rock morreu.


domingo, 22 de abril de 2012

[Dica4oldtimes] Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense


Este artigo vai estar em inglês e em português, por motivos de maior divulgação da banda/This article will be presented in english and portuguese, for publicity sakes.

After a long time hearing weird stories about bluegrass concerts going on at the very streets of Porto Alegre, Brazil, I decide to check out that Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, which everyone was talking about. For those who are not from Brazil, I must do a little explanation before I continue: north american music is very popular in here, but country and bluegrass aren't. What came in our mainstream tastes were mostly rock, blues (to a certain point), R&B, pop and hip hop. It might seem obvious, but it just felt right for me to say it.


This fellas are accomplishing something really special in here, reviving that old 40's american country feeling in the very streets of Brazil. On the road since 2007, Márcio Petracco (mandolin and vocals), Ricardo Sabadini (acoustic guitar and vocals), Heine Wentz (fiddle and vocals) and Pedro Marini (bass and vocals) have been taking bluegrass music to a larger audince through street concerts. Their repertoire includes bluegrass standards such as songs from Bill Monroe or Earl Scruggs, and goes through gospel themes, until it reaches the country of old timers like Hank Williams. Through a lot of work and dedication, this guys have assumed a huge dimension in the cultural life of Porto Alegre, they have even been the opening act for Roger Waters this year.

I went to this concert with my mother, who's knowledge about american music is limited, to say the least, and even she got out of there satisfied with what she saw and heard. Those four guys, joined by Gaspo Harmônica (a brazilian harmonica player, schooled out in blues and rock n roll) and Caetano (who plays mandolin for the Irish Fellas), accomplished such a deep spiritual feeling and a profound sonority on their concertar that it was just plain damn beautiful to see. And they do it because they love playing music. It's all in the name of bluegrass - and in the sake of their breakfast, of course.




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Depois de muito tempo ouvindo falar do tal Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense, de ver vídeos e ouvir estórias sobre as façanhas da trupe capitaneada por Márcio Petracco (Locomotores, Tenente Cascavel), resolvi tirar a prova que precisava para realmente poder escrever esta resenha sobre os guris que tocavam aí pelas ruas da cidade fazendo o tal de bluegrass acontecer. E não é que os caras conseguem reviver em plena capital gaúcha aquele tempo perdido dos EUA dos anos 40?


Na estrada desde 2007 sob a forma atual, o Conjunto tem uma proposta bastante inusitada em se tratando de Brasil: levar o bluegrass, estilo quase desconhecido por estas bandas, para um grande público através de apresentações nas ruas, características deste gênero musical. Com Márcio Petracco (mandolim e voz), Ricardo Sabadini (violão e voz), Heine Wentz (violino e voz) e Pedro Marini (contrabaixo e voz), o quarteto vem na formação típica do bluegrass para relembrar os bons temas caipiras originais de cidadãos como Bill Monroe e Earl Scruggs, para citar dois gigantes do estilo, mas também flertando com temas gospel e country, compondo um belíssimo repertório que durou 3 belas horas.

Fui ao concerto com minha mãe, que não é entendida no estilo, e até mesmo ela saiu completamente satisfeita com o que viu e ouviu. Os quatro caras, desta vez acompanhados por Gaspo Harmônica e Caetano (que toca mandolim na banda Irish Fellas), conseguem atingir uma profundida musical e espiritual com a ótima seleção de temas. O que a gente vê acontecer nas sextas-feiras na Praça da Alfândega, e aos domingos no Brique da Redenção é uma declaração de amor pela música - um estilo de música que nem sequer dá muita projeção a seus interpretes por aqui. É tudo pelo amor à camisa e, claro, pelo café da manhã.



sábado, 3 de dezembro de 2011

[Dica4oldtimes] Jack of Hearts

Como meus amigos já sabem, minha namorada mora em outra cidade (Santa Maria, Rio Grande do Sul). E nesse lance de redes sociais, conheci um cara lá da cidade da Laila que trabalha na rádio Itapema FM de Santa Maria, o senhor Márcio Grings. Conversa vai, conversa vem (tudo via internet) e nós começamos a manter uma boa relação de "amizade" virtual, falando direto sobre música e literatura.


Numa ocasião destas em que estive por lá visitando minha amada, aconteceu de a Itapema estar promovendo um festival em homenagem ao Dia Mundial do Rock; neste dia conheci o Márcio, enfim, quando ele tava apresentando o evento. Depois deste primeiro encontro, a gente começou a trocar mais e mais ideias sobre música. E foi então que o Márcio me falou que estava montando uma banda nova. Eu já conhecia o trabalho que ele tinha desenvolvido com a banda Red House (um blues muito fino) e estava curioso para ver o que sairia.

Em outras destas idas, fomos ao show da banda Memphis, que serviria de base para a vindoura Jack of Hearts. A primeira impressão não podia ser melhor: um som coeso e inspirado, fazendo covers de ótimas canções. Algo que muito me impressionou foi o trabalho dos vocais da banda, eram muito bem afinados e coordenados. A partir desse ponto, eu mal podia esperar para ver como seria a banda nova de Márcio, que também contaria com o ótimo vocalista Lennon Schvarcz (Memphis), o criativo guitarrista Guilherme Zanini (Memphis), o elétrico tecladista (e vocalista) Adriano Taques (Memphis), além de Ricardo Nicoloso nas baquetas e Rodrigo Cassuli completando a cozinha no baixo.


Antes de eu ouvi-los pela primeira vez, tive informações de que se tratava de uma grande banda: minha namorada, Laila, esteve em um show no bar Moto Garage (15/10). Como ela sabe que eu sou muito chato, ela fez questão de gravar a interpretação de Night They Drove Old Dixie Down que a Jack of Hearts fez naquela noite. Eu fiquei simplesmente estupefato (especialmente porque The Band é minha banda favorita)!

O começo do grupo já veio com uma proposta bastante interessante: não seriam apenas mais uma banda para animar festas, eles queriam mais. Queriam um som autoral, inspirado pela estética sonora dos anos 60 e 70, num clima que mistura muito bem o rock, o folk, o country, o blues e até mesmo o soul. O início das composições veio com algumas sobras de estúdio da Red House, sons de autoria de Grings e Rodrigo Ardais. A partir destas pérolas, o esboço do repertório estava ficando perfeito.


E essa relação de tietagem que eu comecei a desenvolver para com o pessoal da Jack of Hearts só veio a aumentar quando o Márcio me falou que uma das minhas letras que eu havia enviado para ele viraria música. Novamente, mal pude conter a ansiedade. Eu contava os dias para ver o resultado final: era a primeira vez que uma banda comporia algum material meu.


Quando vi o vídeo gravado no terraço do bar Macondo Lugar no dia 9/11, foi amor à primeira ouvida. Acho que eu nunca tinha gostado tanto de algo que eu tivesse escrito! Mas a verdadeira apoteose veio alguns dias depois quando pude ir a um concerto da banda, num clima bem intimista, no Boteco do Rosário (17/11).

Desfilando um setlist de covers como Tiny Dancer, Odds & Ends e Someday Never Comes, os caras ainda conseguiram mandar muito bem com seu segundo set de 13 músicas autorais. Delas todas, destaco algumas pra vocês sacarem a qualidade que esses cidadãos do centro do estado trouxeram ao rock gaúcho: Romance, Love Is Not Too Fair, Traces of Son House e também Before I Hit The Road (aquela letra que eu havia falado, lembram? =D). Um toque digno dos gringos nos quais eles se inspiram, eu diria!


Atualmente a Jack of Hearts está em processo de levantar fundos pra gravar seu álbum. As gravações devem começar em janeiro e compõe um projeto bastante bacana e também ousado: a banda quer lançar um LP, um EP com 4 canções e 2 clipes, uma cerveja (sim, uma cerveja!) e também um livro. Eu já estou colocando este trabalho deles praticamente no mesmo patamar que o "Do Seu Amor Primeiro É Você Quem Precisa, do Gustavo Telles com seus Escolhidos. Se nós vivêssemos num país onde as oportunidades musicais fossem iguais para todos os estilos, esses rapazes certamente teriam a chance de ser respeitados como deveriam!

E para aqueles que sabem que eu sou muito enfático para falar do que eu gosto e quiserem conferir se a banda é realmente tão boa assim, segue o link para vocês sacarem áudio, vídeo, agenda de shows e afins: http://jackofheartsband.blogspot.com







sábado, 27 de agosto de 2011

[Dica4oldtimes] The London Souls - The London Souls (2011)

The London Souls - The London Souls (2011) - 256kbps




1 - Intro - 0:40
2 - She's So Mad - 2:19
3 - Someday - 3:11
4 - She's In Control - 3:27
5 - Future Life - 4:29
6 - Old Country Road - 3:27
7 - Six Feet - 4:00
8 - Stand Up - 3:20
9 - Easier Said Than Done - 3:15
10 - I Think I Like It - 3:22
11 - Dizzy - 4:05
12 - Under Control - 4:44
13 - The Sound - 5:10


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Ricardo Seelig, editor do Collector's Room e do Why Dontcha, há alguns dias comentou o seguinte: 2011 vem sendo um bom ano para a música. E seguindo na opinião do ilustre blogueiro, o álbum de estreia do London Souls contribuiu muito para isso.

No formato consagrado do hard rock setentista, este power trio está aí pra trazer de volta sonoridades que pareciam perdidas. Se os Strokes querem voltar aos anos 80 e se o Red Hot Chili Peppers quer se perder no som comercial dos anos 2000, deixem-os.

Os nova-iorquinos (apesar da sugestão do nome) chegam misturando uma agressividade crua (inaugurada no final dos anos 60 por bandas como Cream e Zeppelin), batidas que lembram o northern soul e algumas levadas do bom e velho blues.

Parece que vários desconhecidos ilustrem estão vindo aí, neste ano de 2011, para resgatar um tipo de música que parecia estar em decadência, ou mesmo em extinção: um som verdadeiro, sem super-produções e direcio. Como bem disse Neil Young, certa vez: "hey hey my my, rock n roll can never die"!

(Se quiserem conferir a análise de Ricardo Seelig do disco, segue o link)


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

[Dica 4oldtimes] The Alabama State Troupers - Road Show (1972)

The Alabama State Troupers - Road Show (1972) - 320kbps




Disco 1


1 - Furry's Blues - 7:19
2 - Brownsville - 4:49
3 - I'm Black - 2:14
4 - A Chicken Ain't Nothing But A Bird - 2:53
5 - Will The Circle Be Unbroken - 4:00
6 - Amos Burke - 2:40
7 - Mighty Time - 2:46
8 - Jesus On The Mainline - 4:00
9 - Mary Louise - 3:09
10 - Yes, I Do Understand -3:31


Disco 2


1 - Opening - 4:26
2 - Living In The Country - 2:41
3 - Joa-Bim - 3:12
4 - Dixie - 2:16
5 - Heavy Makes You Happy - 3:08
6 - Iuka - 5:38
7 - Furry's Rap - 1:04
8 - Asphalt Outlaw Hero - 4:08
9 - Olena - 4:10
10 - My Father's House - 4:11
11 - Goin' Down - 5:58


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Sei que quando inaugurei esta seção aqui no blog, o intuito era divulgar bandas recentes. Mas eu também já disse por aqui que o mundo da música é cruel e nem sempre dá os créditos a quem merece. Assim, cabe a nós hoje em dia começar a fazer isso. Afinal, não há dica melhor do que uma preciosidade dos anos 70 que não fez sucesso, não é mesmo?

A ideia para este post surgiu depois que encontrei esse disco, Road Show, e a galera que o gravou, intitulada Alabama State Troupers. Achei o som do caralho e me impressionei com a dificuldade pra achar a gravação, bem como informações sobre o projeto. Minha maior surpresa, reparei que as pessoas com quem converso, e com quem compartilho o amor pela música, também não conheciam o Alabama State Troupers. Na verdade, o pessoal também não estava familiarizado nem mesmo com o idealizador do projeto: Don Nix.

Depois de algum tempo pesquisando na rede, encontrei mais material de Don, bem como informações sobre quem foi e quem ainda é esse cidadão. Nix nasceu em Memphis e estudou com Donald Dunn e Steve Cropper (baixista e guitarrista, respectivamente, da banda símbolo da gravadora Stax, a Booker T & The M.G.'s). Logo cedo ele formou a banda Mar-Keys e lançou o sucesso "Last Night", quando saiu país afora tocando.

Quando a hype do hit havia evanescido, Nix voltou para Memphis e se tornou músico free-lancer, tocando eventualmente com estrelas da Stax, como Carla Thomas. Foi também esta época, meados dos anos 60, que Don usou dos contatos que fez na estrada para começar sua carreira como produtor. Enquanto fazia turnês com os Mar-Keys, tornou-se amigo de ninguém mais, ninguém menos que Leon Russell.

Nessa empreitada da produção, Nix trabalhou com grandes nomes do blues, como Albert King, Furry Lewis e Freddie King. Aliás, vocês sabiam que o sucesso Goin' Down é de autoria de Don Nix? Eu só fui ficar sabendo desse fato há pouco tempo. Além deles, Don também produziu outros nomes como Isaac Hayes, The Staple Singers, Jeff Beck, John Mayall e até mesmo George Harrison.

Mas além de seu trabalho como produtor, Don Nix também possui uma discografia considerável. Usando-se, por assim dizer, de sua amizade com Leon Russell, Don conseguiu um contrato com a gravadora Shelter. Porém, seus álbuns nunca encontraram grande repercussão comercial. Uma pena, já que a qualidade das composições e dos arranjos é brilhante.

Quando paro pra pensar sobre a carreira deste homem, fico meio assustado: como um cara com tanto talento e criatividade, além de amigos reconhecidos e influentes, vive na obscuridade?

Mas então, vamos voltar ao disco que estou postando agora. The Alabama State Troupers foi um projeto de Don que existiu entre 71 e 72. O lançamento final veio em 72, mas sua gravação ocorreu em dois concertos durante 71. A participação mais destacada desta empreitada foi, certamente, a de Furry Lewis. E o que posso dizer sobre o disco Road Show é o seguinte: faltou sorte e grife, por assim dizer, a Nix para estar no patamar de outros projetos similares, como o Mad Dogs & Englishmen de Joe Cocker.

O tracklist é bem elabora e conta com verdadeiras jóias do southern soul/southern rock. Há aqui tudo o que se precisa ter num lance desses: elementos de blues, de country, de rock, de gospel e de soul. Há canções agitadas, como a ótima Asphalt Outlaw Hero e a clássica Goin' Down. Músicas religiosas como Jesus On The Mainline, cuja interpretação vocal é de arrepiar, e a consagrada Will The Circle Be Unbroken, que parece ser requisito necessário pra todo projeto do gênero. Temos o blues de Furry Lewis já de cara, abrindo o álbum. E ainda há a música mais significante de todas para mim: Amos Burke. Uma composição única e significativa, erguendo mais um manifesto contra o preconceito racial.

Misture tudo isso num caldeirão com água fervendo, adicione três pitadas de pimenta-do-reino, sal a gosto e ouça por horas para se ter o sabor adequado.

Espero que gostem!


domingo, 5 de junho de 2011

[Dica 4oldtimes] Pata de Elefante - Pata de Elefante (2004)

Pata de Elefante - Pata de Elefante (2004) - 192kbps




1 - Soltaram - 2:15
2 - O Dia Em Que A Casa Caiu - 3:01
3 - Funkadelic - 4:48
4 - Não Fique Triste - 3:49
5 - Angelita - 1:55
6 - Cidade Invisível - 3:54
7 - Sooopraaa!!! - 2:41
8 - Daniela - 4:05
9 - Não Esqueça O Remédio - 4:10
10 - Bolero - 2:24
11 - Gato Que Late - 2:52
12 - Tudo Vai Ficar Bem - 3:10
13 - Isso É O Que Eu Tenho Para Dizer - 4:17
14 - Dor De Siso - 9:10
15 - Pata de Elefante


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A dica dessa semana vai pra quem gosta de rock and roll de peso, pra quem gosta de rock brasileiro e pra quem gosta de rock instrumental. Talvez muitos de vocês já saibam de quem estou falando: Pata de Elefante!

A banda foi formada em Porto Alegre no ano de 2002 por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel Guedes (baixo e guitarra) e Gustavo Telles (bateria). Os rapazes começaram com uma proposta que não é tão bem quista assim aqui no Brasil. Seu trabalho com rock instrumental é de respeito, com muito talento e qualidade. O primeiro disco da banda, que estamos postando, foi lançado em 2004 pela gravadora goiana Monstro Discos.

A partir daí a banda começou a se apresentar Brasil afora. Fazendo shows em festivais e bares por aí, a Pata foi amadurecendo seu som e preparando o novo álbum. Em 2007, saiu o ótimo Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha. Neste disco, a gurizada resolveu explorar novas sonoridades. Ainda mantendo a pegada rock n roll, agora aparecem flertes com elementos de folk e country. O ótimo trabalho desenvolvido pela banda lhes rendeu um prêmio Dynamite na categoria Instrumental em 2008.

Em 2009, novamente na categoria instrumental, a Pata de Elefante levou o VMB. A partir daí, a reputação da banda só cresceu. Para cimentar uma discografia de respeito, um som mais moderno surge em 2010 com o cd Na Cidade (que pode ser baixado gratuitamente na Trama Virtual). É deste disco a minha música favorita deles: Pesadelo de Bambu’s. Todo essa produção de respeito culminou, neste ano de 2011, com o recebimento do Prêmio Açorianos de Música (tradicional prêmio gaúcho).

Mas voltando ao primeiro disco da banda, acredito que seja o trabalho mais pesado da Pata. Como os próprios caras da banda falam, a influência mais clara do CD é o som explosivo de Jimi Hendrix. Faixas como Soltaram, O Dia Em Que A Casa Caiu e Funkadelic (casualmente, as três faixas de abertura do disco) comprovam todo o talento do grupo gaúcho. A música de encerramento, Pata de Elefante, é um verdadeiro paquiderme do rock: uma pedrada de muito peso, digna do mestre Hendrix.

Vale a pena conferir!


sábado, 23 de abril de 2011

[Dica do 4oldtimes] The Black Keys - The Big Come Up (2002)

The Black Keys - The Big Come Up (2002) - 256kbps




1 - Busted - 2:31
2 - Do the Rump - 2:37
3 - I'll Be Your Man - 2:19
4 - Countdown - 2:36
5 - The Breaks - 2:59
6 - Run Me Down - 2:27
7 - Leavin' Trunk - 3:00
8 - Heavy Soul - 2:36
9 - She Said, She Said - 2:32
10 - Them Eyes - 2:23
11 - Yearnin' - 1:58
12 - Brooklyn Bound - 3:11
13 - 240 Years Before Your Time - 3:25


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Eu sempre falo muito aqui sobre o blues e como ele é a raiz da maior parte da música pop que está dominando a cena hoje em dia. Como disse Muddy Waters, "O blues teve um bebê e o chamou de rock 'n' roll", só pra exemplificar.


Há alguns anos, muitas bandas independentes vêm mantendo o blues vivo e forte, mudando sua sonoridade (para o bem ou para o mal). Muita coisa bacana vem surgindo por aí, e é dessas bandas de blues rock que surge o tema da nossa dica dessa semana.


A Black Keys é uma dupla formada em 2001, composta pelo guitarrista e vocalista Dan Auerbach e pelo baterista e produtor Patrick Carney. Seu álbum de estréia tinha um título pretensioso, mas que era embasado na qualidade desse grupo constituído nos moldes do White Stripes.


Esse disco é um tapa na cara daqueles que dizem que o rock e o blues estão mortos. O cover de Beatles, "She Said, She Said", bem como o blues standard "Leavin' Trunk" renderam uma repercussão muito boa (para uma banda independente, de um estilo "underground"). Outra ótima música do disco, "I'll Be Your Man", acabou sendo usada no seriado Hung, da HBO. Vale a pena conferir também a faixa de abertura, "Busted".


Sua consagração veio mesmo só no Grammy desse ano. Com seu trabalho em Brothers (2010), a dupla mostrou de vez pro mundo que não está aí pra brincadeira, e que o blues rock é moderno e forte. O disco lhes rendeu três Grammys (Melhor performance de rock por um grupo ou dupla com vocal com a música "Tigthen Up", Melhor disco de música alternativa e melhor gravação/produção), além de outras três indicações.



Vale a pena, sem dúvida, conferir!


domingo, 17 de abril de 2011

[Dica do 4oldtimes] Frontier Ruckus - Deadmalls & Nightfalls (2010)

Frontier Ruckus - Deadmalls & Nightfalls (2010) - 320kbps




1 - Nerves Of The Nightmind - 4:01
2 - Ontario - 4:06
3 - Springterror - 4:06
4 - Ringbearer - 3:03
5 - Silverfishes - 5:10
6 - The Upper Room - 5:38
7 - Does Me In - 5:37
8 - The Tower - 3:06
9 - Pontiac, the Nightbrink - 8:26
10 - How Could I Abandon? - 3:27
11 - I Do Need Saving - 3:24
12 - Pour Your Nighteyes - 1:47


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A dica de hoje é pra quem curte um folk, mas também pra quem gosta de indie. Ela também pode agradar muito às pessoas que gostam de poesia, ou aos fãs de bluegrass. Frontier Ruckus é tudo isso.


A banda começou com dois amigos de escola, Matthew Milia (vocal e violão) e David Jones (banjo). As influências dos rapazes eram, originalmente, vindas do bluegrass, misturadas às poéticas letras que Milia escrevia. Mas foi quando os dois foram pra faculdade que o grupo tomou sua forma definitiva. Ali as letras de Milia iriam evoluir sob a tutela do curso de poesia com a poetisa Diane Wakoski.


O Frontier Ruckus é, certamente, uma das melhores bandas que eu já ouvi nos últimos tempos. Com composições e arranjos refinados, a banda manda um folk alternativo misturado com bluegrass, mantendo ares bem indie, num padrão de qualidade sensacional. As letras de Milia, dignas de Bob Dylan, aliadas à expressividade de seus vocais, bem como à genialidade das composições instrumentais é simplesmente fora de série.


A mitologia que Milia criou com suas sensíveis e complexas letras é o ponto alto da banda, sem sombra de dúvida. Mas há de ser dito que o Frontier funciona como um todo orgânico, muito bem orquestrado.


E isso tudo fica muito claro nesse disco aqui. Deadmalls & Nightfalls é o segundo full-lenght desse pessoal, que é tão criativos que até toca uma serra (sim, isso mesmo!) em suas músicas. Se quiserem confirmar o que digo, é só vocês prestarem atenção em algumas das faixas desse disco. Nerves Of The Night Mind é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Vale a pena ouvir com carinho Pontiac, The Night Brink; a How Could I Abandon? e Pour Your Nighteyes.


Se isso não for o suficiente pra convencer vocês, também temos aqui no blog o primeiro full-lenght deles, o The Orion Songbook.


Vale muito a pena conferir, moçada!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

[Dica do 4oldtimes] - The Solution - Communicate! (2004)

The Solution - Communicate! (2004) - 192kbps




1 - Get On Back - 2:21
2 - I Have To Quit You - 2:51
3 - My Mojo Ain't Workin' No More - 3:51
4 - Would You Change Your Mind - 3:10
5 - Top Of The Stairs - 3:44
6 - Widow Wemberly - 2:56
7 - Phoenix - 3:09
8 - She Messed Up My Mind - 4:16
9 - Must Be Love Coming Down - 2:56
10 - Words - 3:57
11 - End Of The Day - 3:00
12 - Soulmover - 3:02


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Tudo começa com Nick Royale, guitarrista da banda The Hellacopters, e Scott Morgan, guitarrista do supergrupo Sonic's Rendzvous Band, reunidos no projeto da The Hydromatics, que não deu muito certo. Em seguida, eles seguiram na parceria para formar o que viria a ser o The Solution.


Gestado na Suécia, o primeiro disco do grupo, Communicate!, é uma renovação da soul music internacional. Com uma pegada clássica, com pitadas de um rock & roll de primeira e muito ritmo, os rapazes integram o que chamam por aí de "blue-eyed soul" (soul music feita por brancos). Com muita competência, Nick saiu da guitarra e parte pra batera, dando conta do recado. Os outros músicos, todos suecos, com a exceção de Scott Morgan, se juntam para formar um todo inspirador.



Por causa dos projetos principais dos mentores do projeto, Morgan e Royale, o Solution ficou parado até retornar triunfalmente em 2007 com o disco Will Not Be Televised. Mantendo a fórmula de sucesso do primeiro álbum, o grupo mantém uma mistura de composições próprias e covers de clássicos da soul music.


Nesse disco de hoje, que abre a sessão Dicas do 4oldtimes, minhas recomendações ficam nas músicas próprias I Have To Quit You Baby e Would You Change Your Mind, além dos ótimos covers de Widow Wemberly (Tony Joe White) e Must Be Love Coming Down (Curtis Mayfield).

Espero que vocês curtam, moçada!



[Dica do 4oldtimes] - Inauguração

Talvez para a maioria das pessoas que frequentam o blog, a época de ouro da música tenha ido até o final dos anos 70. Alguns de vocês podem gostar dos 80 e suas inovações. Outros podem curtir a sonoridade que veio durante os anos 90. Afinal, cada um de nós tem um gosto particular, não é mesmo?

Porém, duras críticas são feitas à música mais atual, feita depois da virada do milênio. Um som superproduzido, cheio de efeitos computadorizados, composições sem criatividade, repetitivas, fracas. Todos nós já devemos ter dito isso em algum ponto da vida, né?

Mas eu, particularmente, discordo um pouco desse lance todo. Há, sim, muita coisa ruim sendo feita hoje em dia. Mas também tem muito trabalho bom saindo por baixo dos panos. É tudo uma questão de não ser bitolado ou saudosista demais. E, claro, saber onde procurar.

Essa é a proposta desta sessão que estamos inaugurando hoje. Divulgar bandas novas que vem fazendo um baita trabalho sem conseguir o devido reconhecimento. A proposta é ir dos anos 90 até hoje em dia, trazendo novidades pra vocês. Sei que isso parece estranho, devido ao nome do blog. Mas essa proposta não é de todo descabida. Muitas bandas novas vêm resgatando sonoridades mais clássicas, com pegadas de hard setentista, blueseira e afins.

Espero que gostem!
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