

A banda foi formada em Porto Alegre no ano de 2002 por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel Guedes (baixo e guitarra) e Gustavo Telles (bateria). Os rapazes começaram com uma proposta que não é tão bem quista assim aqui no Brasil. Seu trabalho com rock instrumental é de respeito, com muito talento e qualidade. O primeiro disco da banda, que estamos postando, foi lançado em 2004 pela gravadora goiana Monstro Discos.

A partir daí a banda começou a se apresentar Brasil afora. Fazendo shows em festivais e bares por aí, a Pata foi amadurecendo seu som e preparando o novo álbum. Em 2007, saiu o ótimo Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha. Neste disco, a gurizada resolveu explorar novas sonoridades. Ainda mantendo a pegada rock n roll, agora aparecem flertes com elementos de folk e country. O ótimo trabalho desenvolvido pela banda lhes rendeu um prêmio Dynamite na categoria Instrumental em 2008.

Em 2009, novamente na categoria instrumental, a Pata de Elefante levou o VMB. A partir daí, a reputação da banda só cresceu. Para cimentar uma discografia de respeito, um som mais moderno surge em 2010 com o cd Na Cidade (que pode ser baixado gratuitamente na Trama Virtual). É deste disco a minha música favorita deles: Pesadelo de Bambu’s. Todo essa produção de respeito culminou, neste ano de 2011, com o recebimento do Prêmio Açorianos de Música (tradicional prêmio gaúcho).

Mas voltando ao primeiro disco da banda, acredito que seja o trabalho mais pesado da Pata. Como os próprios caras da banda falam, a influência mais clara do CD é o som explosivo de Jimi Hendrix. Faixas como Soltaram, O Dia Em Que A Casa Caiu e Funkadelic (casualmente, as três faixas de abertura do disco) comprovam todo o talento do grupo gaúcho. A música de encerramento, Pata de Elefante, é um verdadeiro paquiderme do rock: uma pedrada de muito peso, digna do mestre Hendrix.
Vale a pena conferir!
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