Pappo's Blues - Pappo's Blues Volumen 4 (1973) - 256kpbs
1 - Fiesta cervezal - 2:32
2 - Gato de la calle negra - 5:10
3 - Abelardo el pollo - 3:20
4 - Semilla de sésamo - 8:50
5 - Con Elvira es otra cosa - 3:06
6 - Sol de armónica - 14:47
7 - El palacio de la montaña en invierno - 2:37
Pappo: Guitar, Harmonica, Vocals
David, Lebon: Rhythm Guitar
Alejandro Medina: Bass
Black Amaya: Drums
Isa Portugheis: Percussion
On track 5
Carlos Alberto "Machi" Rufino: Bass
Héctor "Pomo" Lorenzo: Drums
1 - São Paulo City - 4:19 2 - Louco Um Pouco Zen - 3:55 3 - Homem Carbono - 3:07 4 - Nem Tudo É Razão - 2:17 5 - Terra de Minerais - 5:35 6 - Tooginger - 0:55
Estamos finalmente retomando esta seção que ficou esquecida por algum tempo. De qualquer forma, o que importa é que as dicas do 4oldtimes estão de volta ao ar. O que veremos desta vez é uma banda que vem despontando no mundo do rock, saindo lá da gelada Suécia: trata-se da competente Horisont.
A banda parece ter se lançado na onda do sucesso recente da excelente Graveyard, que vem montando um cenário promissor de revival do hard rock setentista lá na Suécia. Como dizem os caras da Horisont em seu MySpace: "Para um país com menos de dez milhões de habitantes, a Suécia emplaca um golpe pesado quando se trata de guitarras altas". Claramente inspirados nos conterrâneos da Graveyard - que fazem uma mescla de blues rock, hard rock setentista e heavy metal -, os mancebos da Horisont surgiram em 2010 com este disco que estamos postando aqui: Tva Sidor Av Horisonten (Dois Lados Do Horizonte).
Unindo o stoner às influências tradicionais graveyardísticas, a Horisont ganhou muita atenção depois da sua estreia no mundo da música. Eles logo assinaram com a Rise Above Records, que também é a gravadora de outra casca-grossa do cenário sueco, a Witchcraft. Mas voltando à Horisont, é preciso dar-lhes nossos parabéns. Muitas bandas acabam se perdendo do bom caminho após um primeiro álbum bem sucedido - e esse não foi o caso dos rapazes do horizonte. Eles acabaram de lançar neste ano o seu segundo disco, intitulado Second Assault.
Olhando para seu primeiro disco, vemos uma arte meio macabra e sem muitas cores. Dá pra dizer que a capa ajuda a definir a pegada da banda: um rock 'n' roll sem frescura, bastante cru. Os rapazes têm um pé fincado lá nos anos 70, como já dissemos, e mostram isso ao longo da gravação com bons riffs, um vocal bacana (que tem uma voz bastante parecida com a de Joakim Nilsson, do Graveyard) e uma pegada forte. É interessante notar que metade das canções é inglês e a outra metade em sueco, traço que foi abandonado no segundo lançamento, que conta somente com músicas em inglês (talvez buscando atingir um público maior).
Os destaques do disco ficam para: a faixa de abertura, Nightrider (vídeo) que transita com agressividade moderada entre o hard rock, o heavy metal e o stoner; as duas canções que me lembraram, particularmente, do clima meio sombrio do começo do Black Sabbath - ainda que sem a insuperável qualidade de Ozzy, Iommi e cia. -: High Time e Unseen; além de Horisont Boogie, uma clara exploração dos gostos mais blueseiros dos membros da banda. De toda maneira, o Horisont parece estar na trilha certa para um futuro sólido no meio da música, juntando-se a outras bandas que vêm surgindo nos últimos anos para calar a boca dos idiotas que dizem que o rock morreu.
West, Bruce & Laing - Why Dontcha (1972) - 128kbps
1 - Why Dontcha - 3:04
2 - Out Into the Fields - 4:41
3 - The Doctor - 4:29
4 - Turn Me Over - 2:44
5 - Third Degree - 4:16
6 - Shake Ma Thing (Rollin Jack) - 4:15
7 - While You Sleep - 3:24
8 - Pleasure - 3:57
9 - Love Is Worth the Blues - 4:12
10 - Pollution Woman - 4:20
Há por aí um tipo de banda diferente. Enquanto alguns grupos nasceram pro estúdio e não mantém a melhor das relações com o público, outros são justamente o oposto. Mesmo com um sólido trabalho de gravação, dá pra notar que tem gente que quando sobe no palco, se agiganta e vira monstro. Esse é o caso da Rinoceronte, um power trio formado lá em Santa Maria/RS por Paulo Noronha (guitarra/vocal), Vinícius Brum (baixo/voz) e Luiz Enrique "Alemão" (batera).
Com um som cru e direto, ouvir ao disco dos caras, Nasceu (2010) é como tomar um soco nos tímpanos, levar um tapa na cara da incredulidade. O som de abertura já dá o tom do disco: "O Choque" já começa com peso e sem frescuras - um claro retorno ao velho garage rock de bandas como Grand Funk Railroad, uma das maiores e mais explícitas influências da banda. O disco inteiro segue a mesma linha: guitarras competentes que alternam entre um ritmo empolgante e solos viscerais, o baixo firme e de pegada inconfundível e uma batida forte. "Chaves E Segredos", "Nasceu" e "Furacão" são músicas que poderiam ter encontrado uma recepção calorosa nos idos dos anos 70, auge da cena garageira de Detroit.
Mas como eu dizia no começo, tem gente que nasceu pra ir além do estúdio. Tem cara que exala rock n roll quando sobe num palco. E foi isso que eu pude confirmar na última sexta-feira (08/06/12). Chegando no Macondo lugar, me assustei com o público presente - não tinha nada a ver com o que eu esperava. Ninguém tinha muita pinta de ser frequentador de shows de rock, ao menos daquele tipo de rock - pesado e cru.
Meu ceticismo permaneceu até que a Rinoceronte subiu ao palco ovacionada emocionadamente. Quando os caras começaram a tocar e Paulo Noronha se pôs a cantar, vi que a galera cantava junto. Fiquei arrepiado. Já fui em alguns shows de rock - admito que bem menos do que gostaria, mas enfim -, mas nunca estive tão empolgado! Tratava-se de uma banda brasileira com som autoral cantado em português... ainda assim, eu me sentia perdido em algum além do espaço e tempo. Quando rolou "Furacão", que descobri naquela noite ser o maior hit da banda junto ao público local, foi uma catárse coletiva. Todo mundo cantou, todo mundo pulou e o mundo tremeu.
As condições técnicas do show não foram as melhores, o som não estava perfeito e o lugar era apertado. Mas quem liga? O rock n roll estava lá se mostrando pra todo mundo. Ele não morreu, ele não fugiu - antes pelo contrário. Ele vive também em Santa Maria e se reatualia sob a batuta de três caras que eu já começo a considerar como geniais. Naquela noite de sexta-feira, em meio à cerveja e ótima música, descobri uma coisa: Rinoceronte é mais do que rock, já é patrimônio daquela cidade. Paulo, Vinícius e Luiz Henrique podem se orgulhar do que fazem - e se isso faz alguma diferença, agora seguem em frente com as bençãos do For Old Times!
Quem quiser conferir o material dos caras, pode encontrar tudo disponível de graça na Trama Virtual.
1- Polecat Woman - 3:54 2- Today - 6:19 3- Flying - 3:08 4- Space Is The Place - 6:20 5- Irwing - 4:18 6- I Can't Make The Blink See - 4:03 7- Burning Angel - 3:34 8- In My Eyes - 5:07
1 - Pull Away/So Many Times – 5:02 2 - Walk In The Soft Rain – 4:25 3 - Thusly Spoken – 4:27 4 - Learning To Die – 6:27 5 - All In All – 4:06 6 - I Been Thinkin' – 2:12 7 - Ivory – 2:42 8 - How Many Horses - 4:26 9 - Suicide – 4:37 10 - Entranco - 0:27
O lugar: Flint, Michigan, Estados Unidos. O ano: 1969. Três rapazes, Mark, Mel e Don, se reuniam como tantos outros ao redor do mundo para dar a sua contribuição à música da época: o crescente rock and roll.
Seguindo o espírito de Michigan, estado de grandes montadoras de automóveis, os três rapazes definiram seu som de uma foram genuinamente americana, opondo-se, de uma certa forma, à "invasão britânica" que já havia começado anos antes com os Beatles.
O Grand Funk Railroad fazia um hard rock de garagem pautado num som cru, que combinava com suas apresentações visserais que levavam o público ao delírio. Podemos dizer que a força ali era quase "industrial", já que vinha de jovens de classe média de uma região de grandes fábricas.
A banda encontrou grande repercussão entre público já com seu primeiro disco, On Time, nome que considero muito oportuno, já que era hora mesmo de uma banda americana opor uma resistência digna às bandas inglesas. Porém, entre os críticos, o GFR nunca encontrou tantos afagos.
Ainda em 69, após terem lançado com sucesso seu primeiro disco, veio a verdadeira obra-prima. Este disco que estamos postando aqui, o Grand Funk, também conhecido como Red Album, graças à sua capa monocromática, produziu aquela que viria a ser a música mais enérgica a ser apresentada ao vivo na história do rock: o cover de Inside Looking Out, da The Animals.
Seguindo na linha crua e reta de On Time, o álbum vermelho ainda é uma pedrada nos ouvidos. Mel Schacher é um trator à frente de seu baixo enquanto Don Brewer tem muito trabalho para não destruir sua bateria. Os dois formam, sem sombra de dúvida, uma das melhores cozinhas que eu já ouvi. Tempo perfeito, força e ritmo na medida certa: como vocês podem notar em canções como Mr. Limousine Driver e Got This Thing On The Move.
E se por um lado temos a cozinha perfeita, no outro temos um cantor e compositor inspirado na figura de Mark Farner. Com um vocal potente e explosivo, Farner ainda nos abençoa com uma habilidade única para escrever as músicas e para fazer uma guitarra chorar, além de quebrar muito bem o galho com uma harmônica em faixas como In Need!
Grand Funk Railroad foi, ainda é e sempre será a maior banda de hard rock americana da histórica - e para o meu gosto, moçada, ela bate qualquer outra banda de hard rock que vocês quiserem pôr na briga.
Sexta-feira, dia 11 do 11 do 11, Santa Maria. Lá estávamos minha namorada e eu no Tênis Clube à espera de mais um show do mais puro rock clássico. Ou assim nós pensávamos. Já estava perto da meia-noite quando Dan McCafferty, Pete Agnew, Lee Agnew e Jimmy Murrison entraram no palco. Mal sabíamos que estávamos prestes a testemunhar uma exibição inspiradíssima de uma das maiores bandas de hard rock dos anos 70: Nazareth.
O grupo formado em Dunfermline, Escócia, lá nos idos de 1968 ainda mantém o vigor dos velhos tempos, mesmo com integrantes beirando os setenta anos e com modificações no lineup clássico. O vocalista Dan McCafferty ainda segura os vocais com uma potência impressionante, ao contrário de outros vocalistas mais novos que estão por aí.
Em homenagem ao grande show desta grande banda, resolvi postar meu disco favorito deles: Razamanaz, de 1973. Fiquei conhecendo o álbum em 2009 e a banda, através do meu sogro, grande fã dos caras. Desde então, tem sido amor à primeira vista. Razamanaz é um dos LPs de mais peso da banda, recheado de petardos musicais e sem baladas melosas (aos que gostam de Love Hurts, me perdoem, mas prefiro quando o Nazareth se leva a sério!).
Pra abrir o álbum, duas faixas de puro peso: as excelentes Razamanaz (que rolou no encore do show) e Alcatraz. Com um ótimo trabalho da guitarra, uma cozinha entrosada e vocais poderosos, o Naz compôs um disco lindo que tem também outro grande clássico da banda, "Bad, Bad Boy". Além dessas canções, há ainda Vigilante Man e Too Bad, Too Sad, para serem ouvidas com muita atenção. Razamanaz é uma peça essencial pra coleção de qualquer pessoa que curta o bom e velho hard rock setentista!
1 - Spanish Moon – 20:10
2 - Sad and Deep as You – 13:56
3 - Third Stone from the Sun – 16:57 *
4 - Devil Likes It Slow – 10:38
5 - Cortez the Killer - 14:13
Tá aí uma banda bem desconhecida e que merecia mais atenção do público. Classificado por alguns como uma banda de blues rock/psychedelic rock, o Frijid Pink surgiu na cena musical do fim década de 60, em Detroit. Embora os primeiros discos não tenham cativado um público considerável, a banda não desanimou e em 1970 alcançaram o Top Ten da U.S. Billboard 100 do inverno do mesmo ano com uma versão psicodélica de House of the Rising Sun.
Formado por músicos de bandas locais de Detroit, o Frijid Pink logo conseguiu muito sucesso em sua cidade natal. Tanto que, para nosso espanto, um certo Led Zeppelin de início de carreira chegou a abrir um show para eles no Grande Ballroom, um dos lugares mais badalados da cena musical de Detroit da época.
O álbum desse post é o segundo de sua discografia, o Defrosted. Vale muito a pena conferir!
01 - Speedy's Coming - 3:38 02 - They Need A Million - 4:54 03 - Drifting Sun - 7:43 04 - Fly People Fly - 5:06 05 - This Is My Song - 4:18 06 - Far Away - 5:43 07 - Fly to the Rainbow - 9:40
Humble Pie - King Biscuit Concert (1996) - 192kbps
1 - Up Your Sleeves - 3:57
2 - 4 Day Creep - 3:35
3 - C'mon Everybody - 7:22
4 - Honky Tonk Woman - 5:40
5 - Stone Cold fever - 2:04
6 - I Believe To My Soul - 5:20
7 - 30 Days In The Hole - 7:49
8 - Road Runner - 12:28
9 - Hallelujah, I Love You So - 7:36
10 - I Don't Need No Doctor - 13:05
11 - Hot N' Nasty - 7:20
Three Man Army - A Third Of A Lifetime (1971) - 192kbps
1 - Butter Queen 2 - Daze 3 - Another Day 4 - One Third of a Lifetime 5 - Nice One 6 - Three Man Army 7 - Agent Man 8 - See What I Took 9 - Midnight 10 - Together 11 - What's Your Name 12 - Travellin' (Bonus)
O mundo inteiro ficou conhecendo o rock inglês nos 1960. Partindo do blues americano, os rapazes do Velho Mundo criaram sua própria visão da música da terra do Tio Sam e trouxeram à tona uma vitalidade diferenciada ao rock, que se tornaria notoriamente diferente do rock 'n' roll existente nos Estados Unidos.
É na Grã-Bretanha que surge o heavy blues e o rock como conhecemos. A partir de nomes como Beatles, Animals, Rolling Stones, Yardbirds e Kinks que o mundo viu como era possível adicionar peso ao blues.
Ainda no final dos anos 60, começaram a aparecer bandas dentro do rock britânico que mostravam que é possível deixar até mesmo o rock mais pesado. Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath são as bandas que estão presentes nos primeiros passos do heavy metal.
E como hoje é sexta-feira, nada melhor do que se falar sobre Black Sabbath e a mistura de ritmos. O rock, o blues e o "doom", por assim dizer, que até então não existia. Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward juntos trouxeram ao mundo da música o sinistro, o obscuro, o indizível.
Com sua sonoridade soturna, pesada e distorcida, aliada às letras cujas temáticas giravam em torno do ocultismo, eles entraram para a história como os "pais do heavy metal". Isso, para não falar, é claro, no próprio nome da banda, referência direta a um filme de terror.
Mas isso todos já sabem, né? O que talvez muita gente não saiba é que antes de ser Black Sabbah, os rapazes do norte da terra da rainha tiveram outros nomes. A banda começou como The Polka Tulk Blues Band, inspirada no nome de um frasco de talco que Ozzy achou no banheiro da mãe. Na época, a banda ainda contava com Jimmy Phillips encarregado dos slides e Alan "Aker" Clarke tocando sax.
O Polka Tulk Blues Band, como o nome sugere, nasceu para ser uma banda de heavy bluesrock. O nome foi encurtado para Polka Tulk e então mudado para Earth. Phillips e Clarke saíram da banda, que permaneceu como quarteto até que Iommi os deixou para se juntar ao Jethro Tull em 68 (ele, inclusive, tocou com o grupo no Rock 'n' Roll Circus dos Stones).
As coisas não deram muito certo no Tull e Tony retornou pro Earth. Antes de virarem Black Sabbath de fato, eles tocaram alguns shows pela Inglaterra e ainda gravaram alguns singles compostos por Norman Haines (que formaria a banda Locomotive), que assume os teclados em The Rebel.
Essa demo contém as primeiras gravações em estúdio do Black Sabbath, antes mesmo de eles sequer terem escolhido este nome para banda. O valor histórico desse momento é inestimável e pra quem é fã da banda, essa é uma coisa legal de se ter na coleção!