O Terço - O Terço (1970) - 224kbps

1 - Nã - 2:17
2 - Plaxe Voador - 1:18
3 - Yes, I Do - 1:57
4 - Longe Sem Direção - 1:31
5 - Flauta - 3:00
6 - I Need You - 2:23
7 - Antes de Você... Eu - 2:21
8 - Imagem - 2:50
9 - Meia Noite - 2:53
10 - Saturday Dream - 2:51
11 - Velhas Histórias - 2:49
12 - Oh! Suzana - 1:59
13 - Crucis - 10:41
14 - Gente do Interior - 4:53
15 - Mudança de Tempo - 7:08
16 - Blues do Adeus - 7:07
17 - Saturday Dream (Ao Vivo) - 2:50
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Hoje é dia de rolar um bom e velho rock and roll brazuca aqui no For Old Times. Desde o começo do blog, temos focado bastante na música norte-americana e britânica, mas pra dar uma força pro meu amado Brasil, prometo começar a postar mais sons tupiniquins nestas paragens.
O post de hoje trata de uma grande banda do cenário do rock setentista brasileiro e que, pelas conversas que já tive com gente que gosta de rock nacional, não deve ter ficado TÃO conhecida assim a ponto do seu legado durar até hoje. Nem todo mundo tem a sorte dos Mutantes ou do Raul Seixas, pra ficar na memória tanto tempo, né mesmo?
O Terço foi formado em 1968, no Rio de Janeiro. O grupo começou como uma mistura de integrandes de duas bandas do cenário rock da década de 60, a Joint Stock Co. e a Hot Dogs. Contando com Jorge Amiden na guitarra, Sérgio Hinds no baixo e Vinícius Cantuária nas baquetas, O Terço veio para misturar influências. O nome da banda, para os curiosos, surgiu em função de a formação original ser um trio.
Este LP que estou postando, o homônimo O Terço, é o primeiro dos rapazes cariocas e foi gravado em 1970. Este, talvez, seja o disco mais "cru", por assim dizer, da banda. Mantendo um contato mais direto com o rock n roll mais clássico, eles gravaram uma verdadeira pérola da música nacional. Mas essa gravação ainda esboça o flerte, que viraria namoro e casamento nos próximos discos, com uma sonoridade de música erudita, de ritmos nacionais, adicionando um certo virtuosismo típico do rock progressivo. Ao contrário de outras bandas que surgiram por aqui, O Terço conseguiu aliar criatividade e talento de uma forma bastante original.
Faixas como Nã, Plaxe Voador e Oh! Suzana (que me parece uma releitura de Old MacDonald) dão o tom do álbum, que ainda é apimentando com diversas faixas que mostram o repertório de influências folk da banda. A extensa Crucis é a prova do tentanção que o progressivo exercia sobre os caras. Mas o ponto alto fica por conta de Mudança de Tempo, música bem composta e com uma linha de baixo muito convidativa (vídeo abaixo).
Vale a pena conferir, moçada!
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