terça-feira, 8 de maio de 2012

Robert Johnson - Complete Recordings (1990)

Robert Johnson - Complete Recordings (1990) - 192kbps




Disco 1

1 - Kindhearted Woman Blues - 2:52
2 - Kindhearted Woman Blues (Album Version) - 2:33
3 - I Believe I'll Dust My Broom - 2:58
4 - Sweet Home Chicago - 3:02
5 - Ramblin' On My Mind - 2:53
6 - Ramblin' On My Mind - 2:23
7 - When You Got A Good Friend - 2:39
8 - When You Got A Good Friend (Album Version) - 2:52
9 - Come On In My Kitchen - 2:50
10 - Come On In My Kitchen (Album Version) - 2:37
11 - Terraplane Blues - 3:01
12 - Phonograph Blues - 2:40
13 - Phonograph Blues - 2:34
14 - 32-20 Blues - 2:54
15 - They're Red Hot - 3:00
16 - Dead Shrimp Blues - 2:32
17 - Cross Road Blues - 2:41
18 - Cross Road Blues - 2:31
19 - Walking Blues - 2:31
20 - Last Fair Deal Gone Down - 2:39


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Disco 2

1 - Preaching Blues (Up Jumped The Devil) - 2:52
2 - If I Had Possession Over Judgement Day - 2:36
3 - Stones In My Passway - 2:30
4 - I'm A Steady Rollin' Man - 2:37
5 - From Four Till Late - 2:25
6 - Hellhound On My Trail - 2:37
7 - Little Queen Of Spades - 2:14
8 - Little Queen Of Spades (Alternate Take) - 2:17
9 - Malted Milk - 2:19
10 - Drunken Hearted Man - 2:27
11 - Drunken Hearted Man (Alternate Take) - 2:21
12 - Me And The Devil Blues - 2:18
13 - Me And The Devil Blues (Alternate Take) - 2:31
14 - Stop Breakin' Down - 2:18
15 - Stop Breakin' Down (Alternate Take) - 2:24
16 - Traveling Riverside Blues - 2:49
17 - Honeymoon Blues - 2:18
18 - Love In Vain Blues - 2:31
19 - Love In Vain Blues (Alternate Take) - 2:21
20 - Milkcow's Calf Blues - 2:17
21 - Milkcow's Calf Blues (Alternate Take) - 2:19


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Poucas figuras no mundo da música alcançam um status de verdadeiras lendas, e menos pessoas ainda vivem uma vida desconhecida e têm uma morte mais obscura. O nome mais conhecido entre todas as hipóteses é o de Robert Leroy Johnson, sujeito que nasceu nos idos de 1911 e deixou o mundo em 38, um dos primeiros membros do Clube dos 27 (talvez o primeiro que tenha ficado realmente famoso).

Robert Johnson era dono de um estilo refinado para sua época, possuía bons dotes tanto para cantar quanto para a viola. Mas o que mais surpreende a seu respeito reside em suas letras: a profundidade lírica e dos temas abordados, bastante diferenciados dos outros de sua época, é bastante surpreendente para um cara em seu contexto. Devo lembrá-los que a vida nos 20 e 30 não era simpática com os afro-americanos, especialmente nos estados sulinos.

Apesar de ser um verdadeiro gênio musical e de ter influenciado inúmeros outros artistas, não foi exatamente a música que criou a atmosfera de lenda. Sua vida conturbada de músico de blues, estilo ainda visto com suspeita e certo temor, e sua performance de palco criaram rumores de que Robert havia vendido sua alma ao Diabo para aprender a tocar.

Desde a morte da esposa, Virginia Travis, Johnson viveu como músico itinerante, cercando-se de mitos e mistérios. O que podemos supor é que, como nunca os desmentiu, Robert soube se aproveitar da fama advinda de sua condição "diabólica". Podemos notar isso no título de algumas de suas músicas, como "Cross Road Blues", "Hellhound On My Trail" e "Me And The Devil Blues". Mas o verdadeiro "boom" para a consolidação de seu pacto foi a forma como ele morreu. Dizem por aí que ele bebeu uísque envenenado, que lhe teria sido servido por um marido traído, e passou suas últimas horas arrastando-se e urrando, como um cão do Inferno.

Apesar do reconhecimento póstumo, Robert nunca atingiu grande fama em vida. Na verdade, mesmo depois de passada mais de uma década da sua morte, a música Johnson ainda não havia conseguido chegar ao grande público. Consta que sua relevância da formação do blues foi bastante limitada, mas já sua relação com os músicos de rock foi bastante diferente. Após lançada a coletânea King Of The Delta Blues Singers, em 1961, a música de Robert Johnson foi, aparentemente, redescoberta - e mais ainda, ela foi introduzida diretamente à uma nova audiência. The Rolling Stones, Fleetwood Mac, Led Zeppelin, Eric Clapton... todos eles devem algo ao som deste "filho do demo".


Agora, se o cara tinha ou não um pacto com o cramunhão, pouco nos interessa. A lenda está aí, já consagrada na história, para quem quiser julgá-la. O que realmente importa é que Robert foi fundamental na popularização do blues numa época em que o estilo estava em decadência e que apesar de sua obra ter sido curta como sua vida, ela tem um valor e uma profundidade musical sem parâmetros.

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