quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Jimmy Reed - Live At Carnegie Hall / The Best Of Jimmy Reed (1961)


Jimmy Reed - Live At Carnegie Hall / The Best Of Jimmy Reed (1961) - 192kbps




1 - Bright Lights, Big City - 2:48
2 - I'm Mr. Luck - 3:32
3 - Baby What's Wrong - 3:22
4 - Found Joy - 3:39
5 - Kind Of Lonesome - 2:50
6 - Aw Shucks, Hush Your Mouth - 2:31
7 - Tell Me You Love Me - 2:52
8 - Blue Carnegie - 2:51
9 - I'm A Love You - 2:05
10 - Hold Me Close - 2:36
11 - Blue Blue Water - 2:43
12 - Baby What You Want Me To Do - 2:29
13 - You Don't Have To Go - 3:08
14 - Hush Hush - 2:41
15 - Found Love - 2:22
16 - Honest I Do - 2:48
17 - You Got Me Dizzy - 2:56
18 - Big Boss Man - 2:52
19 - Take Out Some Insurance - 2:29
20 - Boogie In The Dark - 2:39
21 - Going To New York - 2:24
22 - Ain't That Lovin' You Baby - 2:23
23 - The Sun Is Shining - 2:51


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Apesar de o dia 6 de setembro ser mais lembrado como o dia do aniversário de Roger Waters, há outro cara que nasceu nesse mesmo dia e que merece muito destaque e respeito. Em 1925, nascia, no interior do Mississippi, Mathis James Reed, vulgo Jimmy Reed. Reed surgiu com força nos anos 50, pouco tempo depois de integrar os Gary Kings de John Brim. Depois de ter sido recusado pela Chess Records, o batera dos Gary Kings, ninguém menos que Albert King, levou Jimmy para a recém formada Vee Jay Records, onde ele começou a trabalhar com Eddie Taylor e pôde gravar grandes clássicos do blues como "You Don't Have To Go", "Baby, What You Want Me To Do" e "Bright Lights, Big City", por exemplo.

Com um estilo simples e sem grandes proezas técnicas, Jimmy Reed conseguiu uma grande repercussão e foi, provavelmente, a porta de entrada de uma audiência branca para o blues. Mesmo sem tocar tão bem quanto Muddy Waters ou cantar tão bem quanto Howlin' Wolf, Reed conseguiu vender mais discos que os dois. Talvez sua simplicidade tenha sido seu ponto forte, já que tornava possível a qualquer um executar suas canções sem maior dificuldade.

A fama adquirida nos anos 50, todavia, teve seu preço sobre Jimmy. O alcoolismo cresceu junto com a demanda por suas apresentações e acabou deixando o ainda jovem Reed com uma saúde precária e um punhado de estórias embaraçosas. Entre o delirius tremens e alguns vexames, o bluesman também desenvolveu epilepsia, que foi diagnosticada com algum atraso por ser confundida com delirius tremen. Nosso bom Jimmy faleceu em 1976 por complicações respiratórias, oito dias antes do seu 51º primeiro aniversário.

Apesar da vida conturbada, que o impediu de receber o mesmo tratamento e popoularidade que os já citados Muddy Waters e Howlin' Wolf, o levado que Jimmy Reed nos deixou é impressionante. O disco que estamos postando para homenagear o velho Reed é uma prova disso. Apesar do nome, o disco não foi gravado ao vivo. Originalmente lançado como um LP duplo, as primeiras 12 canções são versões alternativas de alguns sons do blueseiro, enquanto as outras 11 são um relançamento do "The Best of Jimmy Reed". Apesar desta peculiaridade, o conteúdo desta gravação é sensacional, e sobre isto não há dúvidas.


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