domingo, 24 de março de 2013

Commander Cody & His Lost Planet Airmen - Lost In The Ozone (1971)


Commander Cody & His Lost Planet Airmen - Lost In The Ozone (1971) - 320kbps




1 - Back To Tennessee - 2:52
2 - Wine Do Yer Stuff - 3:06
3 - Seeds And Stems Again Blues - 3:49
4 - Daddy's Gonna Treat You Right - 3:05
5 - Family Bible - 3:40
6 - My Home In My Hand - 2:04
7 - Lost In The Ozone - 2:13
8 - Midnight Shift - 2:32
9 - Hot Rod Lincoln - 2:45
10 - What's The Matter Now? - 4:03
11 - 20 Flight Rock - 2:59
12 - Beat Me Daddy, Eight To The Bar - 5:10


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Do norte dos Estados Unidos, lá no distante estado do Michigan, surgiu, ainda nos anos 60, um projeto "espacial" de uma misturança de country, blues e rock 'n' roll. Mas calma lá, antes que vocês achem que estou enlouquecendo, devo explicar: trata-se da Commander Cody & His Lost Planet Airmen, grupo cujo nome saiu da combinação de filmes baratos de ficção, onde havia um personagem chamado  Commando Cody, e de um título chamado "Lost Planet Airmen".

Surgida em 1967, a banda tem um molde que relembra as trupes de sucesso do country rock (como Buffalo Springfield, Flying Burrito Brothers e The Byrds). A galera dos Lost Planet Airmen, ao contrário das bandas supracitadas, nunca alçou vôos muito altos nas paradas de sucesso norte-americanas, apesar de terem firmado contratos com grandes gravadoras, como a Paramount e a Warner. Seu maior sucesso comercial foi o homônimo Commander Cody & His Lost Planet Airmen, de 1975, o 4º disco de estúdio da banda.

Lost In The Ozone, o álbum de estreia, é uma joia preciosa que merece ser explorada, dilapidada com cuidado. O sublime trabalho de Bobby Black à frente da steel guitar, unido com o talento das guitarra solo e base de Bill Kirchen e John Tichy, além do violino afiado de Andy Stein, servem para estabelecer o clima "interiorano" propício ao mais delicioso country e ao agitado western swing. Já o piano do próprio Commander Cody (George Frayne) estabelece um ritmo mais acelerado, mais sulista, flertando diretamente com o boogie-woogie, enquanto o baixo de Paul "Buffalo" Barlow mantém as coisas dentro dos eixos.

Em sons como "Family Bible" e "Lost In The Ozone", podemos ver o elemento country, mas se pularmos para "Midnight Shift" e "Hot Rod Lincoln", entramos no terreno do rockabilly e do western swing. Já na faixa final, "Beat Me Daddy, Eight To The Bar", há uma mistura animada entre o jump blues, com Andy Stein tocando sax, e aquele princípio do rock n roll, carregado por nomes como Chuck Berry, Little Richard e Jerry Lee Lewis. A união de todos os elementos presentes neste disco o torna uma espécie de "aula" da música americana e é curioso que ele tenha permanecido tão obscuro, já que sua qualidade é facilmente averiguável.

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