Johnny Cash - Bitter Tears: Ballads Of The American Indian (1964) - 256kbps
1 - As Long As The Grass Shall Grow - 6:14
2 - Apache Tears - 2:38
3 - Custer - 2:23
4 - The Talking Leaves - 3:58
5 - The Ballad Of Ira Hayes - 4:09
6 - Drums - 5:01
7 - White Girl - 3:03
8 - The Vanishing Race - 3:55
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Johnny Cash completaria 80 anos ontem, dia 26 de fevereiro, caso ainda estivesse vivo. Apesar de já ter nos deixado, o legado musical de Johnny ainda nos acompanha em sua plenitude. O country pode ser visto por algumas pessoas como "música de gente velha", mas, como o blues, ele continua atual porque sempre tratou de temas humanos: o amor, a saudade e coisas assim.
Mas no caso de Cash, seu country transcendeu essas bases e se aproximou dos problemas de sua época. É o caso deste disco aqui, que estamos deixando como homenagem póstuma, o Bitter Tears. Pra quem não sabe, Johnny era convencido de que descendia de índios da tribo Cherokee e incorporou as mazelas das nações nativas americanas à sua música.
O álbum traz alguns dramas que eram recentes na comunidade indígena dos Estados Unidos nos anos 60: As Long As The Grass Shall Grow, a faixa que abre o LP, fala sobre a perda de territórios da nação Seneca na Pensilvânia, graças à construção de uma represa.
Já The Ballad Of Ira Hayes conta a trágica história de um jovem indígena que participou da fixação da bandeira americana na ilha japonesa de Iwo Jima (para quem quiser um referencial visual desta história, assita A Conquista da Horna [Flags Of Our Fathers], filme dirigido por Clint Eastwood) para se tornar uma celebridade e rapidamente sumir no anonimato, na bebida e na pobreza, até ser encontrado morto na reserva de Gila River. A canção foi, também, o único single saído deste disco.
Johnny Cash foi um homem influenciado por diversas músicas e temas, mas que também influenciou a música de múltiplas formas. Foi além do country, ajudou a moldar o rock n roll, o rockabilly; aventurou-se no blues e no folk. Ainda mais, sempre manteve-se em contato com o gospel, uma das paixões de sua vida. Essa miríade de sons, preocupações, sensibilidades, enfim, de influências forjou o Homem de Preto e toda a sua música.

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