quinta-feira, 5 de julho de 2012

The Lafayette Afro Rock Band - Malik (1975)

The Lafayette Afro Rock Band - Malik (1975) - 256kbps




1 - I Love Music - 7:12
2 - Raff - 3:16
3 - Conga - 5:04
4 - Avi-Vo - 3:36
5 - Malik - 5:12
6 - Darkest Light - 6:24
7 - Dgunji - 3:08
8 - What You Need - 6:36
9 - Baba Hya - 5:32


Baixar AQUI!


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A cena funk norte-americana chegou aos anos 70 já bastante saturada de bandas, porém, encontrou espaço naquela década para produzir ainda mais bandas. Nem todas chegaram ao estrelato, como nós já falamos por aqui sobre aquele monte de bandas de rock que também nunca ascenderam à fama. Algumas bandas ficaram muito famosas, enquanto outras tiveram que dar o fora dos Estados Unidos para conseguir seu ganha-pão.

Este foi o caso da Lafayette Afro Rock Band, que acabou indo parar na França. Ainda sob o nome de Bobby Boyd Congress - nome advindo de seu primeiro vocalista, Bobby Boyd - os caras chegaram na França em 1971. O sr. Boyd logo largou a banda pra voltar pros EUA, e sua saída fez com que os rapazes mudassem o nome para Ice. A estadia em Paris - em bairros como o Barbès, fortemente habitado por imigrantes do norte da África - foi gradualmente alterando o som do grupo, adicionando elementos africanos à concepção original de seu funk - e daí temos, enfim, Lafayette Afro Rock Band.

Como Ice, lançaram: Each Man Makes His Own Destiny (1972), Frisco Disco (1976) e Afro Agban (1977), e entre 72 e 76, lançaram dois LPs e um EP como Lafayette Afro Rock band: Soul Makossa (1973), Voodounon EP (1974) e Malik (1975). Apesar de nunca terem feito sucesso comercial durante sua existência (1970-1978), os caras da Lafayette serviram como influência para uma enorme gama de músicos de hip hop, como Public Enemy, De La Soul e Jay-Z, por exemplo.

O disco que posto aqui é o Malik, que tem como carro chefe a faixa Darkest Light. O que vemos aqui é uma combinação muito bem elaborada de bons naipes de metais, com batidas que transitam entre o funk e aquela sonoridade mais moderna do hip hop. A cozinha é sólida como uma rocha e transborda groove, enquanto os teclados e a guitarra trabalham em uma bela harmonia conversando com os metais. Há elementos aqui que poderíamos facilmente identificar em bandas de neo-soul e de rap atuais, como a The Roots, por exemplo. Em resumo, é um grande disco pra todos que curtem um belo funk.


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