quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lee Fields & The Expressions - Faithful Man (2012)


Lee Fields & The Expressions - Faithful Man (2012) - 320kbps




1 - Faithful Man - 4:06
2 - I Still Got It - 3:37
3 - Lee Fields - You're The Kind Of Girl - 4:01
4 - I'm Still Hanging On - 3:28
5 - Intermission - 2:00
6 - Wish You Were Here - 4:12
7 - Who Do You Love - 2:51
8 - Moonlight Mile - 3:38
9 - It's All over (But The Crying) - 4:10
10 - Walk On Through That Door - 5:38


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Durante a última década, ou talvez até um pouco antes, pudemos ver algo bastante curioso. Dizem que a moda anda em ciclos, e é precisamente algo assim que vem ocorrendo: o ressurgimento da soul music. Ela nem sempre voltou integralmente, na maior parte dos momentos ela nos apareceu como atos de neo-soul encabeçados por músicos advindos do cenário urbano do hip hop, como D'Angelo, Raphael Saadiq, etc.; ou então como blue eye soul (o "soul de branco"), genêro que tende a ter um apelo popular forte, como nos casos de Joss Stone, Amy Winehouse e Adele, por exemplo.

Mas há exceções: junto com esse pessoal jovem que trouxe um fôlego renovado ao soul e o apresentou a um novo público, agora mais amplo, vieram peças raras, gente que faz a coisa verdadeira (ou, como diriam os americanos, "the real deal"). O primeiro paço foi dado por Sharon Jones, que apesar de ter nascido em meados dos anos cinquenta, só conseguiu deslanchar na carreira musical em 1996, aos 40 anos, quando teve o apoio da excelentíssima banda The Dap-Kings (grupo que viria a gravar Back To Black, com Amy Winehouse). Depois de Jones, surgiu também Charles Bradley, que durante muito tempo trabalhou fazendo imitações de James Brown, e que finalmente conseguiu lançar um disco próprio em 2011. Casualmente, Bradley gravou seu álbum pela Daptone, a mesma gravadora de Sharon Jones. Será que podemos prever um padrão por aí?

Já Lee Fields, alvo deste post, surge à parte da Daptone Records. Um forte trabalho como produtor e músico trouxe a ele um status cult já nos anos 70, mas com o passar dos anos, o interesse foi caindo por terra. Graças ao movimento do hip hop, conhecido também pela procura de discos de soul para tomar samples emprestados, Fields pôde ressurgir para a música. Agora na gravadora Brooklyn's Truth & Soul, Lee chegou para mostrar ao mundo que o soul de verdade não morreu. Com sinceridade na voz, ele destila influências que vão de Otis Redding a James Brown, passando por Al Green e Wilson Pickett. A banda da casa que o acompanha, The Expressions, é a responsável por dar uma "roupagem" mais refrescada ao seu som (afinal, eles já apoiaram músicos como Aloe Blacc, Ghostface Killah, Jay-Z, entre outros), trazendo batidas e influências modernas à indumentária tradicional de Fields.

Infelizmente, só fiquei conhecendo Lee Fields e este disco, Faithful Man, há alguns dias. Caso o tivesse encontrado ainda no ano passado, quando foi lançado, eu certamente o teria incluído na minha lista de melhores do ano. O álbum abre da melhor maneira possível: a faixa título é uma explosão da mais pura energia da voz afro-americana, um soul que é old school sem ser saudosista. Daí pra frente, vemos alternâncias entre momentos mais crus e mais modernos. A voz de Fields, cuja força e expressividade são fora de série, formam um belo conjunto ao se locomover por sobre o instrumental sempre competente dos Expressions. Faixas como "You're That Kind Of Girl" e "Wish You Were Here" comprovam isto. Este é, em suma, um disco que merece uma audição cuidadosa e carinhosa - de cabo a rabo.

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