quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aretha Franklin - Aretha's Gospel (1956)


Aretha Franklin - Aretha's Gospel (1956) - 320kbps




1 - There Is A Fountain Filled With Blood - 4:26
2 - Precious Lord (Take My Hand) [Part One] - 3:23
3 - Precious Lord (Take My Hand) [Part Two] - 2:51
4 - You Grow Closer - 2:41
5 - Never Grow Old - 2:54
6 - The Day Is Past And Gone - 4:56
7 - He Will Wash You White As Snow - 4:17
8 - While The Blood Runs Warm - 3:03
9 - Yield Not To Temptation - 2:58


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Grande parte dos grandes músicos da soul music, e por vezes do blues, começaram suas carreiras, ou melhor, aprenderam sua arte num tipo de música diametralmente oposto às batidas sensuais e românticas tradicionais do soul. A igreja foi, por assim dizer, a primeira casa dos grandes; cantando o gospel é que eles aprenderam suas "primeiras letras". Sam Cooke, Marvin Gaye, Otis Redding e até mesmo James Brown tiveram algum envolvimento com a religião, sempre em graus variáveis, dependendo de cada um deles - e se formos até mesmo para o lado do rock n roll e do country, podemos ver a importância da música gospel para grandes nomes como Elvis Presley e Johnny Cash.

E é claro que com a rainha do soul, Aretha Franklin, não poderia ser diferente. Este disco aqui, Aretha's Gospel (também conhecido como Songs of Faith), foi gravado em 1956, quando a cantora tinha apenas 14 anos, na igreja batista de seu pai, o reverendo C.L. Franklin. Este foi o primeiro passo de Franklin em direção ao mundo da música, ainda que demoraria mais cinco anos para o lançamento do próximo disco, Aretha, de 1961.

Em Songs of Faith, já podemos ouvir que mesmo aos 14 anos, nossa rainha já tinha voz de mulher, já estava pronta para tocar nosso coração. Seja através das duas partes da clássica Precious Lord (Take My Hand), apresentada aqui com o típico vocal enérgico e sentimental de Aretha Franklin, em Never Grow Old ou em Yield Not To Temptation, a canção que encerra o disco, podemos sentir um tipo de experiência espiritual completamente diferente daquelas às quais normalmente somos apresentados. Ouvir uma mulher que gravaria canções como Respect e Do Right Woman explorar cada centímetro da religiosidade de seus antepassados é assustadoramente divino. Há naquela voz uma força quase mística que nos encanta e prende, embasbacando até mesmo os mais céticos ateus que apreciem uma boa canção.


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